Manutenção: dicas para preservar a pintura

Saiba como preservar a carroceria do carro para deixa-lo brilhando. E sem perder dinheiro na revenda

Por Mário Venditti e Raphael Panaro // Fotos: Divulgação

A pintura é o cartão de visita de seu automóvel e deixá-lo com manchas é sinal de desleixo que pode desvalorizar seu carro em até R$ 1.000 na revenda, segundo especialistas. Mesmo com a alta tecnologia usada pelas empresas na fabricação das tintas automotivas, você precisa fazer sua parte para preservar a carroceria. Veja algumas recomendações de Rodrigo Dias, especialista técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil), e de Weslley Ruiz da Silva, coordenador técnico de repintura automotiva da Basf.

1 – Cera nele!

Faça o polimento e a cristalização do carro uma vez por ano para remover as impurezas na superfície e proteger a pintura contra o tempo. O procedimento com produto a base de carnaúba custa, em média, R$ 300. Mas fique esperto: o polimento feito em excesso pode comprometer o verniz da tinta.

2 – Ao estacionar

Não deixe o carro debaixo de árvores. Além dos galhos que riscam a lataria, os dejetos de pássaros afetam o verniz. As árvores também liberam uma gosma que danifica a pintura. É melhor deixar o veículo exposto ao sol.

3 – Xampu

Quem nunca lavou o carro com querosene ou sabão em pó? É um erro muito grave. São produtos que dão brilho, porém, corroem a pintura. Use sempre xampu neutro.


4 – Maresia

Se você vai muito à praia, mande lavar seu carro quando voltar. Quem mora no litoral deve lavá-lo toda semana. A maresia é traiçoeira, porque ataca pontos mais escondidos que orelha de freira, como borrachas e forrações. Rodrigo Dias vai além: “Ao compra um seminovo, fuja dos emplacados em cidades litorâneas”.

5 – Capas automotivas

Só use capas com material que deixa o carro respirar, tipo o tecido das camisas de futebol atuais. As coberturas flaneladas e com náilon abafam o carro e a lataria fica suscetível às variações climáticas, podendo apresentar manchas e, em casos extremos, bolhas. Por e tirar a capa também pode causar riscos na pintura. E se o automóvel foi pintado recentemente, é preciso deixar a tinta respirar até secar totalmente.

6 – Abastecimento

Restos de combustível são um veneno para a pintura. Se o frentista deixar respingar etanol ou gasolina na lataria, peça imediatamente para ele jogar água no local atingido.

7 – Envelopamento

A aplicação pode criar bolhas de ar e, para eliminá-las, o profissional usa uma espécie de agulha, capaz de atingir a pintura. Se um dia você quiser retirar a película, há o risco de a tinta sair junto caso o serviço não tenha sido bem feito.

MODA OFUSCADA


O envelopamento – a aplicação da película para deixar o carro com pintura fosca – foi uma febre em São Paulo na última década. Havia fila de espera nas lojas especializadas. “Fazíamos 20 envelopamentos por mês”, conta Ronaldo Suelt, gerente de loja N2 Adesivos.

“Foi moda passageira e agora esse número não passa de um ou dois por mês”. O preço variante R$ 1.000 e R$ 2.000 dependendo da dificuldade e do tamanho do veículo. O mais procurado é o preto fosco.

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