Problema com correia dentada? Saiba resolver

Veja dicas para evitar e lidar com essa gigantesca dor de cabeça

Fotos: Divulgação |

Pense na pior dor de cabeça da sua vida. Pensou? Então imagine que ela é só uma unha encravada perto do que pode acontecer caso a correia dentada do seu carro arrebente. Siga as instruções abaixo para evitar esse típico problema de falta de manutenção, que encerra a vida útil do motor.

Correia? Onde fica?

A correia dentada é uma peça feita de borracha e nylon responsável por sincronizar por polias os movimentos do virabrequim e do comando de válvulas, de acordo com o trabalho de bileas e pistões dentro do motor. 

Como manter?

Não há nenhuma instrução mais definitiva de manutenção de correia dentada. A melhor ação aqui é a prevenção e uma análise periódica do seu estado, ainda que em alguns carros não seja possível ver se ela está desgastada ou com rachaduras que indicariam rompimento. Para as trocas, siga a instrução do fabricante, mas se você roda muito na cidade, troque a cada 40.000 km, no máximo 50.000 km.

Correia ou corrente?

A maioria esmagadora dos carros vendidos no Brasil vêm com correia dentrada entre as polias. Alguns carros trazem esse acionamento por corrente, que além de durar mais tempo para as trocas (em torno de 90.000 km), está sempre embebida em óleo (o que diminui o atrito com as polias) e começam a avisar sobre o desgaste com ruídos intensos. Já a correia se parte, na maioria das vezes, sem avisar.

Arrebentou...

O barulho dos metais dentro do motor é característico, afinal, os pistões continuam subindo e descendo, mas as válvulas estão imóveis com a não rotação da polia do comando, por isso o choque é inevitável. O motor, tecnicamente, morreu.

E agora?

Se estiver em movimento desengate a marcha (coloque em N se o carro for automático) evitando ainda mais desgaste em virtude de as rodas fazerem o motor girar mais do que o ponto morto. Desligue o carro o quanto antes, e prepare-se para gastar muita grana trocando válvulas, pistões e bielas, vítimas do choque. Além de retificar o cabeçote, palco da tragédia.

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