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Por Equipe C/D // Fotos: Isabel Moura // Projeções: João Kleber Amaral

A GM continua com os últimos ajustes para a chegada de Prisma e Onix renovados. Anote aí: os lançamentos estão marcados para o segundo semestre. Os flagras acima, feitos pela leitora Isabel Moura, mostram uma unidade de testes camuflada rodando na Rodovia Santos Dumont, perto de Itu, no interior de São Paulo.

A inspiração para a dianteira partirá do Cruze de nova geração, um dos GM mais bonitos dos últimos anos, e, em menor escala, do Malibu. Isso fica claro ao olhar para os faróis espichados, com elementos internos que conversam com os vincos da dianteira e com a nova grade, mais larga e estreita que a atual. Com isso, o capô fica um pouco mais comprido e a dianteira, menos truncada. Os para-lamas também mudam, para acomodar os faróis renovados.

O para-choque abandona a peça que integra faróis de neblina e tomada de ar. Agora, vincos demarcam o local das luzes auxiliares, que ficam mais pronunciados, enquanto as tomadas de ar crescem. A ideia é deixá-lo com aspecto mais agressivo e, aparentemente, mais largo.

A tampa do porta-malas terá alterações na parte superior, a fim de simular um pequeno spoiler, igualmente seguindo a escola de design do Cruze. O vinco vertical que dividia o porta-malas desaparece, ao passo que as saliências horizontais, mais profundas, passam a delimitar as lanternas.

E são as lanternas as peças-chave desta reestilização. Ganham aspecto mais quadrado por perder a curva que faziam em direção ao para-choque, com direito ao mesmo recorte que haverá no novo Onix. Os flagras do nosso espião Diogo Dias deixam claras estas novidades.

Chevrolet Prisma

MYLINK

Hoje, o Prisma, bem como o Onix, é derivado da plataforma GSV (Global Small Vehicles), uma arquitetura mundial para carros pequenos capaz de servir de base para veículos de aplicações distintas. É usado na maioria dos modelos recentes da General Motors no Brasil e no mundo, inclusive na nova geração do Cruze.

As vantagens envolvem desde a dinâmica e a segurança do carro – embora nenhum dos projetos brasileiros tenha controles de estabilidade ou tração –, como também a rapidez para ter acesso a outros equipamentos.

Tanto que um dos destaques desta  fase de Onix e Prisma será a nova geração da central multimídia MyLink, que hoje está na maioria das unidades vendidas dos dois modelos. É o aparelho que estreou no novo Cobalt, com botões físicos para volume e troca de faixa, comandos de voz e integração com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto, além de tela de maior resolução. Mas o GPS continuará dependente do celular e a câmera de ré será acessório de concessionária.

As versões LTZ (mais caras) dos dois modelos terão ainda o OnStar, já disponível para Cruze e Cobalt. Trata-se de serviço que tem uma central de atendimento contatada através do próprio carro ao apertar  um botão.

Só não espere grande inovação no interior, pois as linhas modernas ainda fazem sucesso entre o público jovem. Pelo mesmo motivo, o quadro de instrumentos digital com conta-giros analógico permanece, porém, com grafismos diferentes e computador de bordo em todas as versões (hoje, isso é exclusividade das versões Effect e LTZ). Combinação de cores no painel  e novos tecidos para os bancos também entram na lista.

Em um primeiro momento os motores continuam os mesmos: 1.0, de 80 cv, e 1.4 de 106 cv. E o 1.0 três cilindros? A expectativa é que ele vire realidade apenas em 2017, quando será produzido em Joinville (SC).

Chevrolet Prisma

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