A Mahindra já tem cinco anos de Brasil, mas sua presença nas ruas mostra que a marca ainda não se fez notar. Culpa de produtos antiquados, de estilo rebuscado e acabamento (bem) ruim. O comportamento dinâmico também não ajuda a Pick-Up e o SUV. Só que a marca tem muito interesse no País. E, até meados de 2013, vai exibir o primeiro produto realmente capaz de mudar o jogo por aqui, o XUV 500. Só lamentamos ela ter mantido o nome estranho do produto.

Com estilo interessante e um acabamento que, em nosso breve contato, demonstrou estar anos-luz à frente do dos produtos atuais da marca, o XUV 500 tem motor turbodiesel 2.2 de 140 cv, 33 mkgf e tração integral permanente. Como está, só poderá ser homologado se ganhar um motor a gasolina, se vier pelo corpo diplomático da Índia ou se uma caixa de redução puder ser adaptada a seu câmbio de seis marchas. Mas saber que ele será fabricado no Brasil, em CKD, talvez facilite as coisas.

Em sua apresentação, ninguém mencionou sequer uma estimativa de preço para o modelo. Os executivos da Bramont, que fabrica os modelos Mahindra no Brasil, só disseram que ele será "competitivo".

Com o novo regime automotivo brasileiro, a Mahindra e sua sócia estudam como se enquadrar nas novas exigência. A fábrica atual, na Zona Franca de Manaus, tem capacidade de fazer 360 carros por mês com um turno só. Ou ela cria mais um turno, para vender as cerca de 500 unidades que a marca tem comercializado, ou adota uma fábrica maior e mais convencional, perto dos principais mercados consumidores. Nossa aposta é nesta última hipótese. Até porque a demanda pelo XUV 500 tende a ser bem maior do que marca se acostumou a atender.

Além do novo utilitário, a Mahindra pretende vender mais dois modelos no Brasil: o Genio e o Quanto. O Quanto tenta ser um SUV, com tração 4x4, mas está mais para uma minivan, enquanto (sem trocadilho) o Genio é uma picape, aparentemente derivada do Quanto. Só com tração traseira, a diesel. Por conta da legislação, o Genio é o que deve passar de ano mais fácil com o motor atual. Basta provar que consegue carregar mais de uma tonelada. Já o Quanto vai ter uma vida difícil como a do XUV. Vejamos, até meados de 2013, no que isso vai dar.

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