Por Juliano Barata
Parece não ter mais volta. Começou nesta semana a obra de destruição do Autódromo Nélson Piquet (Jacarepaguá), também conhecida como obra de construção do Parque Olímpico para o evento internacional que a cidade sediará em 2016. A maior parte das construções que serão erguidas não serão permanentes – e o pior: algumas delas, como as quadras de tênis, serão erguidas no espaço onde atualmente estão algumas das obras construídas para o Pan, como o velódromo.
Dentre as propostas pós-Jogos Olímpicos para o local, a tida como mais provável é a construção de condomínios de luxo, abrindo margem para concursos e consórcios de empreiteiras. Trata-se de um triste e (lucrativo) fim para a história do nosso automobilismo.
O setor norte do autódromo já encontrava-se parcialmente desativado e destruído devido à construção do complexo esportivo usado nos Jogos Panamericanos de 2007. Vale lembrar que o acordo fixado na época entre a confederação Brasileira de Automobilismo, a prefeitura carioca, o Ministério dos Esportes e o Comitê Olímpico Brasileiro, era de que o autódromo de Jacarepaguá só seria desativado após a inauguração do novo Autódromo de Deodoro – cujo terreno está comprometido com a presença de centenas de quilos de materiais explosivos. O campo era usado para treinamentos do exército, que iniciou em julho varreduras à busca de artefatos para prevenir acidentes.
Não bastando tudo isso, o terreno ocupa uma região da Mata Atlântica. Ou seja, espere por outros problemas e jogos (quase olímpicos) de empurra-empurra entre instituições e ONGs quando – e se – as obras do Autódromo de Deodoro começarem.
O SBK-Rio está organizando uma manifestação pela salvação do autódromo de Jacarepaguá, que ocorrerá amanhã (7 de agosto) no centro da cidade, na calçada do Fórum Municipal, ao meio dia.

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