Por Gustavo Henrique Ruffo 

A receita de lançamentos a conta-gotas parece ter se enraizado como uma boa pedida. Se não fosse assim, não teríamos visto o EcoSport ser lançado, como conceito, no Salão de Nova Déli, na Índia, e agora, em versão de produção, no Salão de Pequim, na China. Nas duas situações, e para não desprestigiar quem realmente meteu a mão na massa, o carro foi mostrado simultaneamente no Brasil, sempre lá na Bahia. 

Além de aqui, da China e da Índia, o carro também será vendido na América Latina e na Tailândia. Nada de planos para a Europa, para os EUA ou para a Austrália, por enquanto. Em nosso País, o carro começa a ser vendido em julho, se tudo correr como a Ford planeja. 

Cada país terá uma versão de entrada. Na Índia e na China, o EcoSport de segunda geração terá um motor 1.0 EcoBoost, turbo, de 100 cv. No Brasil, ele usará o 1.6 Sigma, ainda sem potência ou torque divulgados no utilitário. A versão topo de linha será a Titanium. Por aqui, ela terá o motor Duratec 2.0 flex, mas a Ford também não nos disse se ele renderá mais ou menos do que no Focus ou no Ecosport atual: são 148 cv com etanol e 143 cv com gasolina a 6.250 rpm . O torque é de 19,5 mkgf com etanol a 5.250 rpm e 18,8 mkgf com gasolina a 4.250 rpm. 

O maior mistério do Eco até agora, o interior, chega com um gosto de déjà vu. É muito parecido com o do New Fiesta. Se não chega a ser uma baita surpresa, é, pelo menos, um belo interior. Moderno e de boa ergonomia. Só esperamos que a qualidade de acabamento do New Fiesta também se repita no novo EcoSport. 

A versão Titanium, além do motor 2.0, terá rodas de liga-leve de aro 17 e pneus 205/60 R17 Pirelli Scorpion ATR, ar-condicionado digital e de duas zonas, direção com assistência elétrica, sistema SYNC de conectividade (Bluetooth e comando de voz, com tela LCD de 3,5 polegadas), partida keyless, sensores de chuva, estacionamento e crepuscular, ABS, ESP, Hill Holder, air bags dianteiros e de cortina, computador de bordo com função Econometer e porta-luvas refrigerado. Quem quiser pagar um pouco a mais pode ter também tração nas quatro rodas, câmbio automático de seis marchas (possivelmente a mesma de Fusion e Edge, mas torcemos pela Powershift, uma automatizada de dupla embreagem) e teto solar, item inédito no EcoSport. Assim como a maior rigidez à torção (melhorou em 20%) e o silêncio interno, que a marca diz ser imbatível no segmento. A conferir. 

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