Citroën

Fotos: Argentina Autoblog

No Salão de Paris, em setembro, a Citroën confirmou que a nova geração do C3, exposta no evento francês, não seria vendida no Brasil. Por aqui a marca deve adotar apenas uma reestilização inspirada no modelo europeu no C3 atual – estratégia já utilizada também pela irmã Peugeot.  

A decisão de não alinhar seu principal produto indicaria que América do Sul e Europa andariam mais separadas do que nunca. Porém, segundo Linda Jackson (chefe mundial da Citroën e única CEO Global presente no Salão de São Paulo) isso não deve ocorrer por muito tempo. “Até agora a Citroën era uma marca com produtos e plataformas desenvolvidos para Europa, outros para China e outros para América Latina. Isso mudará no futuro. Tenho o objetivo de aumentar as vendas mundiais em 30% e isso só será alcançado com uma boa gama de produtos.”, afirmou em entrevista aos nossos parceiros de Argentina Autoblog.

Citroën Aircross Concept

Essa mudança de estratégia não será vista em curto prazo. A globalização da linha Citroën deve ficar para o próximo ciclo de produtos. Ou seja, gradualmente a partir de 2020. “Veja como exemplo o Aircross Concept (protótipo de SUV que é uma das estrelas do Salão de SP). É um SUV moderno desenvolvido originalmente para a china, mas que claramente terá um mercado interessante na Europa e na América do Sul.”

A globalização da linha deve trazer investimentos para as fábricas da marca na região. Atualmente há uma unidade em Porto Real (RJ), responsável por produzir C3 e Aircross, além da fábrica argentina de El Palomar, que monta o C4 Lounge e o Berlingo. “Anúncios de investimentos serão feitos no momento certo, quando os modelos estiverem definidos. Mas obviamente que investir na área industrial é um passo fundamental para cumprir com essa nova estratégia”, finaliza. 

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