Por Rodrigo Machado

Ela está de volta. No início do mês a Renault confirmou seu retorno ao circo da Fórmula 1 como equipe independente: após seis meses de negociação finalizou a compra da Equipe Lotus. Mais detalhes só serão revelados em janeiro de 2016 - a temporada começa em março -, mas a expectativa é que o tricampeão Alain Prost assuma um posto importante na direção da equipe.

A história da Renault na Fórmula 1 é extremamente rica: começou em 1977 e estava paralisada desde 2011. Como uma homenagem ao retorno, separamos 10 grandes momentos da marca na categoria durante essas quase quatro décadas.

RS01 - 1977


A Renault foi a primeira a investir de verdade em um motor turbo na F1. Mas o início não foi nada animador. Com Jean-Pierre Jabouille na direção, o RS01 se mostrou extremamente frágil e não completou nenhuma das cinco provas que disputou em 1977.

RS10 – 1979


Foi o próprio Jabouille que conseguiu três anos depois a primeira vitória de um motor turbo na história da categoria com o RS10. Na mesma prova (Dijon, França), seu companheiro, René Arnoux ficou em terceiro. Os problemas com confiabilidade continuaram durante a temporada.

RE40 – 1983


A temporada de 1983 viu o carro da Renault finalmente ser confiável. Era tudo que Alain Prost precisava para disputar o título até o fim com a Brabham de Nelson Piquet. O brasileiro venceu, mas o francês mostrou a qualidade que o levaria a ser tetracampeão mundial.

Lotus 97T – 1985


Já como fornecedora de motores, a Renault foi parte importante na primeira vitória de Senna na Fórmula 1, em Estoril, Portugal. Ainda pela Lotus, Ayrton venceria outras três provas com motores da empresa francesa.

Williams FW14B – 1992


“O carro de outro planeta” deu ao trapalhão Nigel Mansell seu único título na categoria com absurdas nove vitórias em 16 provas. Um motor Renault V10 de 3.5 litros impulsionava a máquina que ainda tinha suspensão eletrônica e controle de tração. 

Williams FW16 – 1994

Mesmo sem ter qualquer culpa no episódio, é talvez o ponto mais triste da Renault na F1. O carro nº 2 que Ayrton Senna pilotava no GP de San Marino tinha o V10 de 3.5 litros da marca francesa sob o capô. Mas já não tinha os elementos tecnológicos que fizeram a Williams avassaladora nos dois anos anteriores.

Benetton B195 – 1995


Antes da hegemonia na Ferrari, Schumacher se beneficiou da força dos franceses para abocanhar seu segundo título na Benetton. Com um V10 de 3.0 litros, o alemão venceu nove provas e deixou Damon Hill (que também era impulsionado pela Renault) em segundo.

R25 – 2005

A Renault voltou a ter equipe própria na F1 em 2002, ainda usando o nome da Benetton. E logo em 2005 já retornou ao topo da categoria com Fernando Alonso como campeão. No ano seguinte o espanhol ainda seria bi, ambos com Fisichella como companheiro de equipe.

R28 – 2008


Foi em Cingapura que se deu um dos maiores vexames da categoria. Incentivado por Flavio Briatore e Pat Symonds, Nelsinho Piquet bateu seu Renault R28 de propósito para ajudar Alonso a vencer a corrida. A Renault foi banida da F1 por causa da maracutaia. A decisão foi revista meses depois. 

Red Bull – 2010~2013


A última hegemonia da Renault durou quatro temporadas e teve Sebastian Vettel como protagonista. Empurrando seguidos projetos fantásticos de Adrian Newey, os V8 da Renault foram parte importante no tetra do alemão e da equipe austríaca.