Turbo Porsche

Foto: Steffen Jahn

O Porsche 718 cupê e o conversível — outrora conhecidos como Cayman e Boxster — são impulsionados por um flat-4 turbo. Seus antecessores usavam um flat-6 aspirado, um dos melhores motores do planeta. Mas antes de maldizer a casa de Stuttgart, considere a geometria variável usada em seus modelos 718 S.

As aletas do rotor do turbo (1) no lado da admissão se abrem e fecham mecanicamente. Em baixas rotações elas estão quase fechadas, criando uma passagem mais estreita que acelera o fluxo dos gases de escape. Isso ajuda a minimizar o lag do turbo — é o mesmo princípio de apertar a saída de uma mangueira de jardim com o polegar. Rotações mais elevadas resultam em aletas mais abertas e uma restrição menor.

O herói aqui é aquela peça parecida com uma antena (2) entre a admissão (3) e o compressor (4): ela se estende continuamente de forma telescópica, ajustando a posição das aletas até dez vezes por segundo. A tecnologia existe há muito tempo, principalmente nos motores a diesel, mas a Porsche diz que o 718 S e o 911 Turbo são os únicos carros a gasolina produzidos em série a usá-la. Esses alemães… sempre afirmando essas coisas. Daqui a pouco vão dizer que o motor traseiro é sensato.