Célula Hidrogênio

Fotos: Divulgação

Toyota, Daimler e BMW vão liderar um investimento de US$ 10 bi pelos próximos cinco anos voltado para trazer a tecnologia dos carros movidos a célula de hidrogênio ao grande público.  Além das três fabricantes, outras empresas como Honda, Hyundai, Shell, AirLiquide e Linde Group fazem parte do chamado Conselho do Hidrogênio, grupo que fez sua primeira reunião ontem (17) em Davos (Suíça), onde ocorre o Fórum Econômico Mundial.

O Conselho tem como principal objetivo acelerar o investimento em infraestrutura e pesquisa sobre a tecnologia – atualmente em torno de US$ 1,5 bi por ano desde o último acordo em 2015, onde várias empresas se comprometeram a apoiar a causa da mudança climática. Além do dinheiro, o grupo promete pressionar governos globais para aumentar o investimento público, principalmente em estações de abastecimento.

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Nos Estados Unidos, por exemplo, um dos locais mais avançados no assunto, há apenas 33 postos de abastecimento de hidrogênio públicos espalhados pelo país, sendo 30 deles concentrados na Califórnia. Como comparação, há mais de 15 mil locais de recarga para carros elétricos nos EUA, segundo dados do Departamento de Energia do país.

Além da falta de infraestrutura, o preço é uma das barreiras que podem retrair o projeto do Conselho em criar uma comunidade baseada no hidrogênio. Ainda assim, a Toyota prevê que o Mirai (foto), um sedã que entra para a história como o primeiro fuel-cell (ou FC) de produção para venda ao público, terá 3 mil carros comercializados em. Até 2020, ano em que o Japão sediará os Jogos Olímpicos, espera ter uma frota de pelo menos 30 mil FCs.

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