Chamada Compra Certa

Publicado na edição nº 54 (jun/2012)

Compra certa
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Você e sua mulher já não contam mais os tostões para gasolina, seguro e documentos, mas também não deixaram de conferir a fatura do cartão. Agora a renda familiar permite um carrinho um pouco mais equipado, bonito e bom de dirigir, com alguma sobra porque os filhos ainda não vieram cobrar sua parte do orçamento. Aliás, eles nem vieram ainda, mas podem aparecer a qualquer momento. Por isso é preciso ter um pouco mais de espaço. Dentre as três opções que selecionamos, a melhor para ego, bolso e necessidades é o Honda Fit DX.

Sim, ela é a versão mais pelada do Honda. Vem com rodas de ferro e sem som. Poderia ser a mais desinteressante de todas, mas a diferença de preço dela para a versão LX, vendida a R$ 55.700, deixa a DX mais ajustada a nosso limite de preço. Vale a pena partir para a versão LX? Se você puder arcar com os R$ 3.900 de diferença, vale. Por este valor o carro vem com rodas de liga-leve, rádio, ABS e EBD, equipamentos que, se fossem comprados como opcionais, certamente custariam mais do que isso. No geral, só dois itens em nossa lista sofreriam reflexo: seguro e preço. E talvez não o suficiente para ameaçar a vitória do modelo diante de seus concorrentes. O Fit DX pode não ter tantos itens de série quanto o Cerato nem desvalorizar tão pouco quanto o coreano, mas custa menos, tem seguro mais baixo, a cesta de peças mais em conta e os menores custos de carro na rua e revisão. Analisar a cesta de peças ajuda bem a entender por que o Fit supera os rivais. Enquanto o jogo de amortecedores traseiros do Focus custa R$ 612, o do Fit sai por R$ 380. O para-choque dianteiro é outro exemplo de como o Fit consegue ser mais barato. Enquanto o dele custa R$ 546,74, o do concorrente da Ford sai por R$ 1.037.

Que venham os filhos

Por que o carro é legal para um casal? Por diversas razões: o Fit é um carro seguro, confortável, robusto e tem o sistema ULT de bancos, para carregar desde o vaso bonito para a sala até o armarinho da varanda. Recentemente renovado, tem poucas chances de mudanças drásticas pelos próximos três anos, mesmo período de validade de sua garantia. Isso pode ajudar a diminuir a desvalorização. Cobrando menos do que os concorrentes para ser mantido, o que ele permitirá ao casal economizar certamente vai ajudar naquela viagem dos sonhos ou, se vierem filhos, no pagamento de parto, berço, fralda...

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Para quem achava que este coreano ficaria na lanterna em termos de custo, o Compra Certa mostra que todo preconceito faz mal. Como diziam os antigos, o mundo dá voltas. Se o Cerato tinha custos altos de peças, o importador conseguiu perceber que isso era um problema e o resolveu bem. Só falta ter uma tabela fixa de revisões, mas eles já estão trabalhando nisso.O aumento no IPI poderia ter deixado o Kia sem nenhuma competitividade, mas o carro consegue ser mais barato do que o Focus. Não só para comprar, mas também para manter. O que pesa contra ele é a chegada de sua nova geração, prevista para acontecer ainda este ano. Se for comprar um, lembre-se disso para poder pedir um bom desconto.

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Ele é praticamente nacional (argentino, mas com motor brazuca), não sofreu com o aumento de IPI e muda no ano que vem, com a chegada de sua terceira geração. Poderia ser a pechincha do ano, mas a Ford não aproveitou essas vantagens e o Focus se tornou, dentre as três melhores opções para o cliente com esse perfil, o mais caro. Tudo que ele não poderia ser para se dar bem por aqui.Já citamos os altos preços de peças. O seguro e o quesito carro na rua pesam no bolso. Não são diferenças expressivas, mas elas estão ali. Pena, pois é uma delícia de dirigir – é o único da turma com suspensão independente na traseira. Se tudo isso compensar diferenças relativamente pequenas de preço, o terceiro lugar talvez não seja assim tão ruim.

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O filé

Ele é um dos jurássicos do mercado – é praticamente o mesmo desde 1998 – e tem seguro altíssimo. Mas pergunte a qualquer dono de Golf sobre o carro e veja o sorriso no seu rosto. Ainda hoje, é um tesão.