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Dossiê: saiba tudo sobre o novo Gol

Para retomar a liderança, a quarta geração do hatch será maior, mais refinada e conectada. A estreia é em agosto

Por Lucas Litvay // Projeções: João Kleber Amaral

Em agosto, o carro que por duas décadas e meia foi o mais vendido no Brasil muda. E muito. O  baixo nível de vendas do hatch em 2016 pesou na decisão da Volkswagen em acelerar a estreia do novo modelo, dizem fornecedores, que confirmam o código do projeto como Gol MQB. O MQB aqui leva a crer que o Gol dividirá a plataforma modular usada por Golf e Audi A3, entre outros. Não é bem assim. O Gol usará uma base mais simplificada da arquitetura, chamada de MQB A0. Ela fará o modelo crescer tanto em comprimento como no entre-eixos.

A próxima geração do Voyage, que chega na virada do ano, e o novo SUV compacto, que estreia em 2018 também vão usar a MQB A0. Em termos visuais, a nova geração do Gol ficará parecida com o Polo europeu. Mas não será idêntico. “Terá personalidade própria e ao gosto do consumidor brasileiro”, antecipa uma fonte. Não espere por uma ruptura total de estilo, a Volks não é (e nunca foi) adepta de rompimento estilística. O novo Gol irá retomar o uso da terceira janela junto na coluna traseira. Será um desenho mais alongado e refinado, com alguns pontos de semelhança inclusive com o atual Golf.

Este Gol será o percussor da nova identidade visual da marca por aqui, na qual se destacam a grade dianteira horizontal, a linha de cintura ascendente e os arcos das rodas destacados. O capô e a lateral receberão vincos mais marcantes. Na traseira, as lanternas crescem de tamanho e passam a invadir a lateral e a tampa do porta-malas. O aerofólio, para melhorar a aerodinâmica e a estética, será de série em todas as versões.

EVOLUÇÃO

O Marketing da VW o chamará de Gol G7, mas o fato é que se trata da quarta geração do carro – apenas o “Gol bolinha” e o G5, de 2008, foram as duas mudanças totais pelas quais passou o modelo, os demais apenas facelifts.

Na cabine, o acabamento do novo Gol será mais simples em relação ao Polo europeu, marcado para ser revelado em março, no Salão de Genebra. De todo modo, trata-se de  uma grande evolução diante do patamar do Gol atual, que conviverá com o novo.  A versão topo de linha da nova geração ganhará diferentes tipos de texturas e materiais na cabine, laterais de portas espelhadas com o painel e recursos como iluminação ambiente – pequenas lâmpadas localizadas na base do painel, no teto e sob os puxadores das portas, como no Golf. A ideia aqui é deixar o habitáculo mais aconchegante e transmitir refinamento.

E se prepare para encontrar um Gol recheado de equipamentos. Estamos falando de itens sofisticados como controle de estabilidade, ar-condicionado digital e uma central multimídia de última geração completa, com GPS, espelhamento de smartphones, etc...


LEVE E FORTE

O uso maior de aços de alta e ultra-alta resistência permitirá à novidade manter-se leve mesmo com a alteração de dimensões, na faixa de 1 tonelada. O comprimento ficará próximo dos 4 metros ( o atual mede 3,90 m) e o entre-eixos ganha 12 centímetros alcançando os 2,55 metros.

Devido ao peso baixo, o motor 1.0 de três cilindros aspirado ainda fará parte do pacote de opções. O degrau acima terá o o 1.6 16V MSI de 120 cv e 16,8 mkgf de torque. O câmbio automatizado i-Motion deve dar lugar a outro automático convencional de seis marchas.  As opções mais caras contarão com o  1.0 TSI que terá rendimento mais forte que no up! (105 cv e 16,8 mkgf de torque) e pode ser a saída para uma versão mais esportiva ao estilo do Gol GT do Salão do Automóvel em um ajuste parecido com o do Golf e seus 125 cv. Preço? Aposte em algo como R$ 45 mil para as opções mais baratas e R$ 70 mil na topo de linha. 

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