Captur, Kwid, Alaskan e novos motores: os planos da Renault

Nos próximos dois anos, marca terá três modelos inéditos e mudanças mecânicas para a dupla Logan e Sandero

Por Equipe C/D // Foto: Divulgação // Projeções: João Kleber Amaral

CAPTUR


Lançado recentemente na Rússia, o Captur de baixo custo (que se chamará Kaptur por lá) usará a mesma plataforma B0 dos modelos da Dacia: o quarteto formado por Duster, Oroch, Logan e Sandero. No Brasil, o SUV compacto será destaque da Renault no Salão de São Paulo em novembro, com vendas em seguida.

Ao mirar Jeep Renegade e Honda HR-V, o Captur estará alguns níveis acima do irmão Duster no quesito refinamento e também no preço, que deve ficar acima dos R$ 75 mil. Mecanicamente, terá duas versões: 1.6 manual e 2.0 de 147 cv associado a um câmbio automático. “Não será o de quatro marchas do Duster nem o CVT do Fluence”, garante uma fonte. “Será uma solução inédita para o Brasil, mas que já existe na Europa”, antecipa.

Apesar da plataforma diferente, o design do Captur brasileiro não será muito distinto do modelo que já roda na Europa desde 2013. As alterações mais perceptíveis estão na dianteira, com o novo para-choque dotado de aberturas de ar maiores e LEDs diurnos em forma de C. A traseira espichada em relação ao Captur original contará com LEDs em suas lanternas.


NOVOS MOTORES PARA LOGAN E SANDERO


Está marcada para agosto uma novidade importante para a dupla Sandero e Logan. Visando atender aos novos requisitos do InovarAuto, os compactos ganham novos motores. Sai de cena o 1.0 16V quatro cilindros Hi-Power de 80 cv e entra em seu lugar o novo 1.0 três cilindros de origem Renault. Diferentemente do que foi cogitado, este motor não é o mesmo  do March e Versa (Nissan e Renault mantêm uma aliança).

O que será compartilhado com os japoneses, no entanto, será o motor 1.6 de 111 cv, que substitui o antiquado 1.6 de 106 cv da Renault. A transmissão CVT, que chega para March e Versa ainda este ano, também poderia ser usada por Sandero e Logan, mas a Renault manterá a atual (e pouco refinada) transmissão automatizada de embreagem única Easy’R.

Na Europa, a Dacia confirmou que Sandero e Logan reestilizados serão apresentados em outubro no Salão de Paris. No entanto, como os modelos brasileiros não seguem mais o mesmo estilo de seus equivalentes romenos, o facelift por aqui chega mais tarde.

KWID


A Renault se vangloria de ter lançado a Oroch primeiro que a Toro, mas agora chegou a vez da Fiat dar o troco e lançar seu subcompacto antes da rival francesa. O Kwid chega antes do Salão, dando cinco meses de vantagem para o seu principal rival, o Fiat Mobi.

Ele foi pensado para ser um dos carros mais baratos do Brasil, atuando na faixa dos R$ 30 mil. Apesar do modelo indiano ter zerado nos testes de colisão do Global NCAP, a Renault promete que o Kwid brasileiro terá melhorias estruturais e air bags laterais. O visual com pegada de SUV miniatura será seu grande chamariz de vendas.

ALASKAN


A próxima geração da Nissan Frontier dará origem a duas picapes diferentes a serem produzidas na Argentina. A primeira será a Renault Alaskan que chega entre o fim de 2017 e o início de 2018, sendo seguida pela Mercedes-Benz GLT em 2018. A picape francesa, cujas linhas antecipamos na imagem acima, não usará os motores da prima Frontier. Será equipada com o motor 1.6 biturbo diesel de 160 cv e 38,7 mkgf (que pode ganhar alguns cavalos) usado pela Master na Europa.

A promessa da Renault é que a Alaskan seja a mais econômica da categoria. Junto a isso, a picape média terá transmissão automática e tração nas quatro rodas, atendendo a uma demanda não suprida pela irmã menor Oroch. Haverá apenas versões com cabine dupla e preços começando na faixa dos R$ 130 mil. 

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