Por Choi Joo-Sik / Fotos: Lee Seung Yong - publicado na edição nº 48 (dez/2011)
Salão de Frankfurt, 13 de setembro de 2011. Há uma movimentação estranha no estande da Hyundai. Um grupo de sete ou oito engravatados vistoria cada milímetro da carroceria do novo i30. A modelo ao lado do automóvel, uma bela loira de vestido preto, mantém sua elegância, mas está visivelmente incomodada com a postura intimista dos homens de preto. Um deles mede com trena a distância da coluna A ao volante, confere borrachas de vedação, plásticos e tecidos e, ao manipular a regulagem da coluna de direção, dá uma bronca no grupo: “Não há barulho! A BMW não consegue fazer isso, nós não conseguimos... Por que eles conseguem?”
O engravatado é Martin Winterkorn, presidente do grupo Volkswagen. E nós apresentamos o motivo de preocupação dele (e dos chefões de outras marcas): o novo Hyundai i30. O modelo chega ao Brasil, pelas mãos do Grupo Caoa, só no próximo ano. Mas nós já fomos à Coreia do Sul dirigir a novidade.
MAIS FERMENTO
A segunda geração do i30 entrou para o clube de design “escultura fluida” da Hyundai, ao qual pertencem Veloster e Elantra. Faróis afilados, vincos fortes nas laterais, a enorme bocarra no para-choque (há duas grades diferentes, o destaque abaixo mostra a segunda opção) e um tema mais aerodinâmico predominam neste estilo, resultando em uma roupagem bem mais agressiva que a geração anterior do i30. A traseira abandonou o conceito verticalizado e adotou lanternas horizontais separadas da coluna C – cujos vidros laterais passam a seguir a mesma direção do vigia traseiro.
A carroceria manteve o (longo) entre-eixos de 2,6 m, mas ficou 5,5 cm mais longa, 0,5 cm mais larga e 1 cm mais baixa. A impressão visual é de maior robustez e esportividade. Mas será que isso é correspondido na prática?
Nossa projeção do Hyundai i30 e o design final
MAIS MARCHAS
O i30 que é atualmente vendido no Brasil usa o motor 2.0 Gamma, com comando variável e 145 cv, combinado a um conservador câmbio automático de quatro marchas. A nova geração traz o 1.6 Gamma GDI, de injeção direta (o mesmo motor do Veloster que não veio para cá), comando variável e 140 cv casado ao câmbio manual ou automático de seis marchas – sim, acabou aquela coisa de oscilar entre rotações altas e baixas a cada troca. É impressionante como este conjunto é capaz de acelerar como o antigo 2.0: o 1.6 enche rápido os cilindros e as seis marchas extraem o melhor do GDI – ainda que ele seja um pouco ruidoso em rotações altas. O consumo declarado é de 16,3 km/l – que pode ir a 17,3 km/l com o sistema Start & Stop.
O novo i30 traz alguns recursos dinâmicos interessantes: além do controle de estabilidade, há três modos de direção: normal, esportivo e conforto, que alteram os mapeamentos de motor, câmbio, direção e até da carga de suspensão. Ainda assim, ele é bastante macio. No limite da aderência em curvas longas, sentimos que ele poderia ser mais firme. Contudo, o novo modelo passa uma sensação de evolução sólida – e olha que o antigo já era bom –, seja acelerando, freando ou fazendo os pneus dobrarem em trechos sinuosos.
BONS TRATOS
A vida a bordo também ganhou muitos pontos. Todas as regulagens dos bancos (que têm aquecimento) são elétricas e o freio de mão abandonou a alavanca e passou a ser eletrônico, acionado por uma tecla no console. As maiores diferenças de arquitetura estão no console central e no cluster, que ficou dividido em dois grandes copos com molduras prateadas. A capa acima deles é revestida em couro, que não está em todo o painel, mas dá um toque de sofisticação.
Sensores de estacionamento, câmera de ré e sistema de assistência para manobras (Smart Parking Assist System) facilitam a vida de qualquer braço duro, e os sete airbags de série garantem que ele não se machuque caso capriche na obra-prima. Os chegados em conectividade vão curtir a introdução do monitor de sete polegadas de LCD e a compatibilidade com Bluetooth, iPod e saídas USB e auxiliar.
Puxo a maçaneta prata e saio do i30 com a sensação de que a preocupação de Winterkorn fazia sentido: lá fora, o Hyundai vai brigar com o Golf (não no Brasil: nosso Golf está três gerações atrasado). Mas, por aqui, o estrago será ainda maior: a nova geração do Focus só dará as caras em 2013, e o novo Kia Cerato hatch (ainda sem previsão de chegada)... bem, ele não deixa de ser um i30. Em suma, a concorrência vai precisar rechear as trincheiras.







Uma volta rápida com o Chevrolet Cruze Sport6



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Bom, de1 pra perceber que a grita trncoa o Portaluvas e9 geral na terra das arauce1rias Renato je1 mostrou que tem capacidade de motivar um time, nada muito ale9m disso. Os times dele que vi jogar sempre mostraram alguma virtude ofensiva, quase beirando a irresponsabilidade quando tentou armar o gremio de forma defensiva, falhou miseravelmente.Quanto ao fato de ter fracassado esse ano, deixo mais na conta da falta de plantel e da incompeteancia da diree7e3o: O gremio 2010 tinha Jonas em grande fase, Paule3o bicando pra arquibancada e um revezamento na frente entre A. Lima e Borges, que se ne3o se3o a quintesseancia (oi, LF), se3o MUITO superiores a Lins e Vie7osa, que assumiram a barca na falta de coisa melhor.O que me deixa embasbacado e9 um sale1rio de R$ 350 mil pra um treinador de curredculo questione1vel! Ne3o acho que a solue7e3o seja trazer um te9cnico mais barato, sf3 acho que e9 MUITO dinheiro! Sf3 se justifica se ne3o cair, mas isso e9 uma incf3gnita
Caro Thiago Marques, falando em besteira você disse a maior de todas. Dê uma voltinha num Novo FOCUS 2.0 e depois compare com a \\\"maravilha\\\" do seu i30. Em termos de handling, o seu i30 é uma carroça perto do FOCUS. Não dá nem pro cheiro.
VAMOS POR PARTES: PRIMEIRO A HYUNDAI NÃO TRAZ CARRO DE OUTRA COR A NÃO SER PRETO E PRATA, SEGUNDO ELA ESTÁ CIENTE QUE MESMO ENGANANDO O BRASILEIRO (MOTOR DO VELOSTER) VENDE MUITO, TERCEIRO OS PREÇOS NAS ALTURAS PROVEM TAMBEM DOS LUCROS DAS MULTINACIONAIS E POR ULTIMO E NÃO MENOS IMPORTANTE ELA ESTÁ SE ASSOCIANDO AO CARTEL CHAMADO ANFAVEA ENTÃO É ISSO AÍ. EU DECIDI NÃO TROCAR MEU CARRO POR PELO MENOS MAIS UM ANO(TENHO UMA S10 EXEC.2011) SIMPLES.
LINDO MAS INFELIZMENTE JÁ ABRIRAM O OLHO E VIRAM QUE BRASILEIRO PAGA QUALQUER PREÇO VAI CUSTA O PREÇO DE UMA BMW !!! O PAIS INGRATO COM TANTOS IMPOSTOS RECOLHIDO E TEMOS ESSA BELEZA DE PAIS !!! TRISTE
Interessante, basta saber quando ele vai chegar no brasil dependendo do preço posso até perder meu tempo olhando ele.
Peguei o meu em Março do ano passado, espero que esse novo chegue só no fim desse ano. E, se não derem uma bica no preço, com certeza troco o meu pelo novo, ficou demnais.
Ser novidade não quer dizer que seja uma revolução ou algo fantástico. Hyundai na Europa é popular, deviam se posicionar assim aqui no Brasil também. Existem vários lançamentos de carros para a gente comparar e acredito que esta montadora ainda tem muito a evoluir.