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Por Henrique Rodriguez // Fotos: Divulgação

Existem mais de 20 modalidades de atletismo. Há variações de distância e as que incluem salto e arremesso, por exemplo. Para cada uma delas o atleta precisa de um condicionamento específico com o objetivo de favorecer suas habilidades. O treino do Nissan March Rio 2016 foi a versão conceitual no Salão de São Paulo de 2014. Os exercícios (de engenharia e de design, no caso) deram tão certo que ele foi convocado para os Jogos Olímpicos como uma série especial limitada a 1.000 carros.

Estes modelos têm de especial as vestes de esportista. Não, nada de neoprene ou de tecido de alta tecnologia que faz o suor evaporar, mas recebe elementos aerodinâmicos que lembram o March Nismo vendido no Japão. É o caso do spoiler na base do para-choque dianteiro, das saias laterais e da peça que simula um extrator no para-choque traseiro. Além disso, há detalhes na cor laranja espalhados pelo carro – até mesmo em listras nas capas dos retrovisores – e o teto é pintado de preto, assim como as rodas. Na grade, uma pecinha laranja mostra o número de série gravado a laser.

Por dentro, mais referências olímpicas. O tapete exclusivo exibe a inscrição Rio 2016 bordada e os bancos têm costuras laranja. O suficiente para marcar o patrocínio da Nissan aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos deste ano.

March Rio 2016

FREQUÊNCIA CARDÍACA

Os enfeites são importantes, mas quem justifica a pegada atlética deste March é o motor 1.6 16V flex, com 111 cv, 15,1 mkgf de torque e bastante fôlego. Mas, nada de superpoderes: é o mesmo motor das versões sem roupa de atleta.

Cúmplice, o câmbio manual de cinco marchas oferece relações quase tão curtas quanto a que se vê em carros 1.0. Você se vê obrigado a fazer as trocas mais cedo e, ainda assim, sobra força do motor. Não é difícil se pegar dobrando uma esquina em quarta marcha. E o motor não reclama nunca. Aqui, você não acompanha os batimentos cardíacos, mas fica atendo ao conta-giros.

Claro que o corpo com percentual de gordura baixo torna tudo favorável. São apenas 982 kg em um carro completo! Não foi à toa que em nossos testes ele precisou de apenas 10,1 s para chegar a 100 km/h. Para percorrer 400 m partindo da inércia, precisa de 17,1 s. Se quer referências, a melhor marca de Usain Bolt para isso é 45,28 s. Só não dá para comparar o consumo entre os dois. O March não faz muito bonito: com etanol no tanque, consegue 8 km/l em regime urbano e 9,6 km/l, na estrada.

March Rio 2016

COM CONTEÚDO

A suspensão não recebe alterações na calibragem. Filtra bem as irregularidades e não bate seco, mas em curvas rápidas o pequeno Nissan tem leve tendência a escapar de dianteira.

Em matéria de equipamentos, o March Rio 2016 é tão bem servido quanto na versão SL, de R$ 50.640. É vendido com ar digital, rodas aro 16”, trio e volante multifunção com ajuste de altura.

O suor a mais está na central multimídia com tela de 6,2”. É opcional de R$ 1.000 na SL, mas é de série na Rio 2016, que custa R$ 55.540 na tabela – as revendas o vendem por R$ 53.990.

Na prática, é quase tablet Android embutido no painel do carro. Com uma rede Wi-Fi (pode ser a do seu celular mesmo) você instala todos aplicativos ou reproduz qualquer coisa, desde Waze e música online até vídeos de gatos fofinhos no YouTube. A capacidade é tão ilimitada quanto a do seu smartphone, e é bastante rápido e intuitivo. Só por isso, já disputaria a medalha de ouro.

March Rio 2016

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