Amarok

Por João Anacleto // Foto: Divulgação

É fato que o picapeiro à moda antiga olha para a Amarok com certa desconfiança, mas a Volkswagen está de olho mesmo é no cliente do futuro, e esse cara vai querer das picapes tudo o que elas já dão – capacidade off-road, espaço na caçamba e status – com um toque de requinte, resvalando nas categorias de luxo. O lançamento da versão Extreme é exemplo disso e foi a grande novidade da linha 2017, que manteve o 2.0 turbodiesel de 180 cv e o câmbio automático de 8 marchas.

Reestilizada na dianteira e com interior melhor elaborado – foram-se embora aquelas saídas de ar que pareciam palhetas de jogo de botão – a novidade sai por R$ 177.990, o que é R$ 10 mil a mais que na versão Highline. Agressiva, beirando o lúdico, a Extreme vem com rodas de 20” de série, montadas em pneus 255/50, e um santantônio exclusivo da cor da carroceria, que ganhou a opção Azul Ravenna, igual à da Saveiro Cross.

Amarok

A exemplo da Highline, ela vem com o multimídia DiscoverMedia, com Apple Car Play e Google Android para espelhamento de aplicativos e novos bancos mais confortáveis e com regulagens elétricas. Apesar do adesivo 4Motion nas extremidades traseiras, não arrisque em querer vê-lo levantando poeira por aí. O negócio da Extreme é desfilar e aparecer nos centros urbanos mesmo. O acabamento da caçamba é feito com Durabed um revestimento líquido que elimina o protetor plástico do compartimento.

Mais do que testar a receptividade em um mercado à beira do luxo, a Amarok Extreme abrirá espaço para a versão Aventura, dotada de motor V6 turbodiesel de 224 cv e 56,1 mkgf de torque, que deve chegar no final de 2017 ao Brasil com preço próximo dos R$ 220 mil.