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Por João Anacleto // Fotos: Divulgação

É inegável a influência do nome Vitara na vida do brasileiro que está de olho em um SUV urbano. Sob essa alcunha ele foi um dos primeiros carros importados a desembarcar no Brasil, em 1991, após a abertura do mercado nacional a importações. Também foi o pioneiro a reconhecer que um jipinho urbano precisava de câmbio automático, e em 1993 desembarcava por aqui antecipando essa tendência.

É claro que a ausência do mercado nacional entre 2003 e 2008 trincou parte de sua imagem frente ao grande público e as gerações seguintes não obtiveram tanto sucesso em vendas e crítica. Mas depois de andar na versão 4Sport da quarta geração, produzida em Esztergom, na Hungria, fica fácil entender que é hora de voltar a considerá-lo.

Suzuki Vitara

Disponível nas versões 4All (de R$ 83.990 e R$ 89.990), 4You (R$ 94.990), 4You Allgrip (R$ 99.990) com motor 1.6 16V de 120 cv, o Vitara tem na configuração 4Sport a nova referência de seu nome. Com preços entre R$ 107.990 (4x2) e R$ 112.990 (tração 4WD) se vale de um motor 1.4 turbo de 146 cv e 23,5 mkgf de torque para arrancar sorrisos de quem dirige como nenhum outro SUV desse preço faz.

12 KM/L

Em nossa avaliação com a versão de tração dianteira ficou claro que o intuito da marca é impressionar em todos os aspectos da experiência na direção. Ao contrário da tendência de crescimento físico das últimas gerações, agora ele voltou às origens do ícone dos anos 1990. É 32 cm mais curto, 8,5 cm mais baixo e tem um entre-eixos 14 cm menor. A compensação de aparência veio na personalização. São cinco opções de tons para o teto e mais oito para a carroceria. Por fora ele tem para-choques anabolizados, LEDs, xenon e cromados na grade dianteira que não o deixam brega.

Japonês de alma, por dentro ele  lembra o acabamento dos Subaru STI nesta versão esportiva, com bancos que misturam dois tipos de couro e costuras vermelhas bem feitas. Só o seu painel comete pecados: falta um revestimentos caprichado nas peças plásticas. O sistema multimída de 9” é outro que impressiona, e tirando a demora da mensagem inicial que o faz levar uns 30 segundos para começar a funcionar, tem conectividade rápida e abrangente como poucos.

Suzuki Vitara

A posição de dirigir está mais para um Swift do que para um SUV e se a direção tivesse um peso extra seria perfeita para quem quer aliar diversão à praticidade. O câmbio de 6 marchas permite trocas manuais por paddle-shifters, mas se você quiser deixá-lo fazer o trabalho, não perderá tempo. É bem esperto. Aqui está um SUV compacto que deve acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 9 s. O que é quase uma revolução no segmento.

Além dessa pegada esportiva deliciosa, ele faz 12 km/l de gasolina na cidade. E isso é muito mais do que a tradição pôde fazer por ele desde o seu lançamento em 1988.

Suzuki Vitara

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