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Por Marcelo Moura // Fotos: Divulgação

Nós aqui da Car and Driver somos devotos de São Tomé. Incrédulos ao extremo, precisamos ver para crer. Quando a Jeep contou que havia mexido no criticado motor 1.8 do Renegade, nossa redação vibrou como os americanos na época em que o Donald mais importante dos Estados Unidos ainda era um pato. Quando descobrimos que a melhora era de 7 cv e 0,2 mkgf de torque, nossa redação murchou como os americanos quando descobriram qual Donald manda por lá agora. Mas como pesquisas de intenção de voto bem mostraram, números mentem. Acredite: a Jeep acertou o calcanhar de Aquiles do SUV.

Jeep Renegade

CATAVENTO

A grande melhoria do 1.8 E.torQ Evo está na curva de torque (veja gráfico), mais linear que a do modelo anterior. O responsável pela revolução é o novo coletor de admissão variável. O sistema tem uma válvula que varia o caminho que o ar percorre antes de chegar às câmaras de combustão.

Em rotações mais baixas ela fica fechada, o ar tem caminho mais longo e o torque é beneficiado. Aberta em rotações altas, o caminho é mais curto, o que valoriza a potência. Start/Stop, fim do tanquinho e óleos de baixo atrito para motor e câmbio são outras novidades que, segundo a Jeep, deixam o SUV 10% mais econômico.

Jeep Renegade* Perceba que a curva de torque do novo Renegade 1.8 (linha cheia) é mais linear e ascendente até os 3.750 rpm

Esqueça aquele Renegade preguiçoso e cansado. As evoluções fizeram o carro muito menos estressante de guiar, com comportamento bom nas retomadas e pedindo bem menos intervenções nas borboletas do que o seu antecessor. Apesar de a mudança poder ser notada com câmbio manual, é no automático – exatamente quem mais sofria antes – que ela é mais sentida.

Bom, não é? Melhor ainda com o botão Sport, que muda o mapeamento do acelerador e do câmbio automático de seis marchas. É ver (e sentir), para crer.

Tabela

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