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Por Fernando Miragaya // Fotos: Divulgação

Quem tem filho pequeno sabe como a garotada gosta de brincar de super-herói. O moleque de 3 anos lá de casa se amarra em usar a máscara do Hulk, por a capa do Super Homem e erguer o escudo do Capitão América. Carros também se fantasiam. Quando não se travestem de aventureiros, procuram aquela roupa esportiva, como o Sandero GT Line. Mas assim como você não deixa seu filho sair voando pela janela, também não vai esmerilhar o hatch da Renault. Tudo nele é de  brincadeirinha, só que nem por isso deixa de ser divertido.

Criada pelo Renault Design América Latina, que fica em São Paulo, a roupa para o Sandero brincar começa com a máscara no rosto. A GT Line usa para-choque diferente do resto da linha, com entradas de ar com barras horizontais (no lugar do tipo colmeia) e seções específicas para os faróis de neblina – que têm molduras cromadas.

A fantasia inclui botas, ou melhor, rodas aro 16” com design difente, saias laterais e difusores traseiros. A capa do herói é representada pelo nada discreto spoiler no alto da tampa traseira. Para realçar a roupa, a marca investiu na cor preta Dark Metal do modelo das fotos. Funciona bem.

Acha que acabou? Criança quando se fantasia é para valer. Dentro, o modelo foge do lugar-comum dos apliques vermelhos. Em referência à divisão Renault Sport, é o azul que dita os detalhes no câmbio, saídas de ar, volante e bancos, que usam revestimento com design esportivo bem sacado. A direção revestida de couro traz a inscrição GT Line. Tudo harmonioso e sem exageros em meio ao acabamento questionável do Sandero, com plástico de textura ruim ao toque e aparência simples.

A fantasia não minimiza a posição de dirigir. Os joelhos esbarram nos painéis, o apoio do banco para as pernas é ruim, a pegada no volante não é boa... Em resumo: o motorista fica pouco à vontade.

Sandero GT Line

HORA DO RECREIO

Contudo, na hora de fingir que você é o super-herói é fácil esquecer os detalhes. Tudo bem que o GT Line não tem o trato esportivo do RS, que leva motor 2.0 de 150 cv, suspensão firme e câmbio de 6 marchas. Mesmo assim, dá para brincar com o 1.6 de 106 cv, sem dramas.

Você pisa no acelerador e o carro sai do semáforo como se fosse seu filho no recreio da escola. Apesar do câmbio de 5 marchas esponjoso e de engates ruins, e do pedal de embreagem alto, é fácil se acostumar e buscar agilidade.

O 0 a 100 km/h se dá em satisfatórios 12,7 s. O melhor é na hora de encarar a serra. Abaixo de 3.000 rpm o motor já está esperto e basta uma reduzida para desbravar a subida.

A melhor notícia é que essa fantasia está em promoção. A GT Line, com preço de tabela de R$ 51.200, é vendida por R$ 44.990 na rede. E com sinal de 66%, você consegue taxa zero e prestações baixas (30 de R$ 550).

Sandero GT Line

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