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Por Henrique Neves // Fotos: Divulgação

O Classe E mais potente de todos os tempos os tempos. De tão especial ele ganhou nome e corpo novinhos em folha. Antes o AMG era apenas um sobrenome, agora ele é o primeiro. Ficou assim: AMG E63 S 4 Matic+. Apesar do nome longo, ele é fácil de decorar depois que você aperta o botão da ignição e quem o acelera entende rapidinho o que está nas entrelinhas: luxo, requinte e uma esportividade que resvala na grosseria.

Esqueça o sedã de tiozão com motor 2.0 de 211 cv à venda no Brasil até agora. A nova E 63 S impressiona muito mais por qualquer ângulo que você a veja. Por fora o carro ganha musculatura com vincos no capô e entradas de ar. As rodas de 19 polegadas foram redesenhadas (há outras, de 20”, opcionais) e exibem discos perfurados feitos de carbono-cerâmica. A dianteira traz grade cromada e a estrela indiscreta fixada bem acima da placa. Na lateral, envolto em vincos que formam uma flecha, há um letreiro com a inscrição V8 BITURBO 4MATIC + – taí outra forma para destacar tamanha exclusividade.

Mercedes E63 AMG

85 MKGF

Munido do mesmo v8 biturbo de 4 litros presente no C 63 e no AMG GT, mas com calibração de potência inédita – aqui são 612 cv – ele mete medo desde o despertar! A cavalaria extra é prudente, afinal ele é 24 cm maior e cerca de 100 kg mais pesado do que o mais insano dos Classe C. A transmissão, automatizada de dupla embreagem e nove marchas, com embreagem úmida, é uma evolução do DCT-7 que ainda equipa o sedã AMG de carroceria menor.

Seus 85 mkgf de torque o levam de o 0 a 100 km/h em 3,4 s, uma façanha e tanto para quem pesa quase 2 toneladas e de atingir 250 km/h controlados eletronicamente. Um pacote opcional expande o limite a 300 km/h. Na prática o sedã anda sempre forte e, apesar do subesterço devido à concentração de massa na frente, a ação dos controles eletrônicos e da tração integral com distribuição totalmente variável de torque (entre 50/50 e 100% para o eixo traseiro) ajuda a domá-lo – e a manter a sua integridade física. Suspensões mais baixas e reforçadas são bem duras para uso urbano, mas excepcionais em rodovias e espetaculares em um autódromo.

Mercedes E63 AMG

O cockpit é apinhado de botões e há diversas configurações que você pode mudar no painel de TFT. O maior destaque vai para a imensa tela central do painel, de LCD, que tem altíssima definição. O número de assistências ao motorista também impressiona e vai desde um simples aviso que carros estão passando pelo ponto cego até frenagem autônoma do veículo, algo que você não deve usar... Contraditoriamente, o E 63 S ganhou também em eficiência graças a um sistema de desativação de cilindros. Se você vai de boa (algo que também não deveria fazer), 4 cilindros ficam em stand by e o consumo de combustível despenca pela metade. Taí o único ponto que esse carro ousou subtrair, mas só para quem não quer sentir a sua fúria o tempo todo. Ou seja, ninguém.

Mercedes E63 AMG

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