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Por Luiz Guerrero // Fotos: Divulgação

Você entra no cardápio de configurações do sistema multimídia do novo Mercedes-Benz Classe E e escolhe uma entre as 64 opções de tons de iluminação interna – uma paleta que varia, conforme seu estado de espírito, dos tons neutros ao rosa chocante e ao verde limão refletidos em um cordão de luz que envolve o painel e as laterais das portas. Sim, é tão dispensável como canela em pó no expresso, mas é um recurso que encantará sua filha adolescente. O Classe E, no entanto, traz outras soluções que se tornarão corriqueiras em breve futuro. Você acertou: estamos falando de direção autônoma. Ou, no caso, semiautônoma. O preço parte dos R$ 309.900 e chega aos R$ 319.900, dependendo da versão.

 O Classe S, o Mercedes mais luxuoso, sempre foi o precursor das novas tecnologias da marca. Mas foi no sedã intermediário que a Mercedes desenvolveu o Drive Pilot, o sistema que pode colocar o motorista na condição de passageiro. Não é novidade, pois alguns Volvo e o BMW Série 5 de nova geração que chegará ainda no primeiro semestre contam com recurso parecido. Mas os alemães dizem que seu modelo é mais inteligente: além de ser semiautônomo, prevê e, na medida do possível, evita colisões, como se verá mais adiante.

Para sentir a sensação de ser passageiro no posto de comando, você ajusta a velocidade de cruzeiro desejada, determina a distância para o carro à frente, aperta um comando na alavanca do controle de velocidade e quando surgir o símbolo de um volante verde no cluster, pode soltar as mãos do volante e os pés do acelerador e do freio: por meio de câmeras e sensores instalados na dianteira e na traseira da carroceria, o sedã de 1,6 tonelada e 4,92 m se mantém dentro da faixa de rolamento (em retas e em curvas). Se o veículo que segue à frente frear, o Classe S também freia; e volta a acelerar quando o trânsito começa a andar.

Mercedes E250

CONFIANÇA

É verdade que o assistente de permanência na faixa nem sempre funciona em algumas avenidas de São Paulo: para que os carros com este recurso se mantenham no trilho, as faixas precisam estar bem demarcadas no asfalto. Também é fato que você não pode inserir o endereço de seu escritório no GPS e ir ao trabalho lendo jornal: em curto espaço de tempo, um alerta sonoro recomenda que você segure o volante, uma exigência das leis alemãs. Do contrário, o Classe E para com o pisca-alerta acionado. Por fim, é preciso confiar muito na tecnologia (e nos motoristas que circulam no seu entorno) para se deixar conduzir pelos sensores.

Mas é cômodo confiar ao carro de 1,85 m de largura a tarefa de procurar vagas e estacionar sem que você interfira na manobra. E contar com o sistema Pre-Safe que emite sinais sonoros na iminência de uma colisão. Se você não reagir, os freios são acionados. E quando o choque é inevitável, os vidros são fechados e os bancos são ajustados para a posição que causará menor trauma nos ocupantes.

Como todo Mercedes a partir do Classe C, o E passa agradável sensação de solidez, característica que foi mantida nesta décima geração do modelo. E como todo carro da marca, a arquitetura interna é sóbria e construída com materiais de alta qualidade. O isolamento acústico é perfeito a ponto de filtrar o incômodo ruído do motor, o conhecido quatro cilindros 2.0 turbo de 211 cv. A transmissão é nova: uma caixa automática convencional, com conversor de torque, mas com nove marchas. Por enquanto, só haverá a versão E250 com dois níveis de acabamento. O que muda é o acabamento interno e o tamanho das rodas, de aro 18 na Avantgarde e aro 19 na Exclusive.

Mercedes E250

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