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Por João Anacleto // Fotos: Divulgação

Um olhar discreto precisaria de muita experiência para reconhecer, de cara, o que foi feito no rosto da nova VW Amarok. Mas a linha 2017 mudou, e isso vai além do que foi colocado nela. Calma, daqui a pouco eu explico. Vamos aos fatos.

A Volkswagen economizou no bisturi para a sua gigante. Sem provocações os mesmos faróis de sempre ganharam um novo recheio e foram circindados de um file de LEDs. A grade está com filetes de alumínio na versão Highline avaliada e ganhou a opção de rodas de 19” estilo Milford, em vez das 18” estilo Mnanus que você vê nas fotos. Ah, tem um adesivo 4Motion bem no fim da carroceria, onde fica a caçamba.

Por dentro as alterações são mais sensíveis e fazem você perceber melhor os motivos de pagar R$ 167.990 pela versão Highline, avaliada. Começando pelo painel. Aquelas saídas de ar que mais pareciam terem sido feitas com moldes de bolachas trakinas, enfim, assumiram o padrão VW de acabamento que nos acostumamos nos últimos anos.

A topo de linha também traz novidades para quem se incomoda com os sacolejos comuns às picapes. Os bancos dianteiros agora são mais confortáveis e têm a chancela ergoComfort, além de terem sido premiados pela campanha AGR, na Alemanha, que visa a diminuição dos efeitos de horas ao volante para a saúde das costas. Mas tudo isso passaria em branco se ele não tivesse os ajustes elétricos que a partir de agora são de série na Higlhline.

No centro do painel, a marca se dispôs a incluir o máximo de conectividade que possui em seu veículo mais caro feito no continente. O DiscoverMedia, com GPS, Apple Car Play e Android Auto, que já equipa modelos da família Golf, Passat, entre os outros, está presente por aqui. Quem optar pela versão Trendline (R$ 148.990) leva o Composition Media, com tela de 6” que também permite o espelhamento do seu Smrtphone.

Amarok

A PRÓXIMA CARTADA

Sob o capô, se manteve os dotes com o bom 2.0 diesel biturbo, capaz de desenvolver 180 cv e 42,8 mkgf de torque, e o câmbio automático ZF de oito marchas, transmissão de vanguarda que ainda é uma novidade na concorrência. O desempenho, se não chega a ser estonteante, nada deve às rivais Chevrolet S10 e Ranger, com a vantagem de que você não parece estar sob o lombo de um touro. Afinal, a posição de dirigir permanece bem cômoda.

A Volkswagen também mostrou a versão Extreme, que cobra R$ 10 mil a mais do preço da Highline, e vem com rodas de 20”, santantonio com acabamento de fibra e a manta Durabed na caçamba, que dispensa o uso de protetor plástico no compartimento.

Mas quem pagaria quase R$ 180 mil em uma Amarok? De acordo com a Volkswagem muita gente. Mas isso tem de vir condicionado a requinte, luxo e status. E a versão Extreme prepara o consumidor para a próxima cartada da marca neste mercado. No fim de 2017 será lançada a Amarok Aventura, com motor 3.0 V6 turbodiesel de 224 cv e 56,1 mkgf, com acabamento semelhante ao da Extreme e preço na casa dos R$ 230 mil.

Tabela

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