Por Rodrigo Machado // Fotos: Divulgação

Há três anos Rush chegou aos cinemas contando a rivalidade entre Niki Lauda e James Hunt na F1. Além da ótima história sustentada por grandes atuações de Daniel Brühl e Chris Hemsworth, o filme de Ron Howard surpreendeu por usar carros reais nas cenas – um alento em uma época de computação gráfica. Mas Rush teve duas inspirações bem claras: dois dos principais filmes de automobilismo da história, Grand Prix e Le Mans completam, em 2016, 50 e 45 anos, respectivamente. E aqui está a nossa homenagem a eles.

AS 24 HORAS DE LE MANS - 1971

Cinema

Para se preparar para o papel, o ator Steve McQueen participou das 12 Horas de Sebring de 1970 com um Porsche 908/2. O mesmo carro competiria em Le Mans com uma câmera para capturar imagens para a película. Mesmo tendo que ir aos boxes diversas vezes para trocar o rolo de filme, terminou em nono. Na ficção, a disputa é entre o Porsche 917 e a Ferrari 512 – emprestada por um colecionador, já que Enzo Ferrari só cederia carros para o filme caso a sua equipe fosse a vencedora. Como ambos eram modelos extremamente caros e raros, as cenas de colisões – todas reais – foram feitas com chassis de Lola T70 com carroceria modificada.

Cinema

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GRAND PRIX - 1966

Grand Prix

Por ser um dos primeiros filmes sobre automobilismo, o diretor John Frankenheimer teve de inventar grande parte das técnicas usadas para gravar Grand Prix. Os carros de F1 eram, na verdade, modelos da Fórmula 3 disfarçados para diminuir custos. O campeão mundial de F1 Phil Hill foi o responsável por dirigir um Ford GT40 adaptado para ser um dos primeiros câmera car já criados.

O tricampeão Jackie Stewart também participou da produção, servindo de dublê para o ator Brian Bedford – que mal sabia dirigir um automóvel. Por outro lado, o protagonista James Garner surpreendeu os pilotos de F1 presentes com bastante habilidade atrás do volante. 

Grand Prix

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