Comparativo porta-malas

Por Gustavo Henrique Ruffo / Fotos: Leo Sposito - publicado na edição nº 50 (fev/2012)

Você que leu na C/D 49 a reportagem McDriver Feliz (se perdeu, veja aqui) sabe que minha família aumentou. Agora somos eu, minha mulher e o Gabriel. E por causa do filho, pensei em trocar minha Escort SW 1998 por um New Fiesta hatch. Caro! Já minha mulher precisa de um carro maior, mas dentro do orçamento. Problema à vista. Quais são as melhores opções pelo menor preço? Por menos de R$ 50 mil, a equação se torna difícil. E qual a carroceria mais indicada (sedã, minivan ou perua) para uma família, as tralhas do bebê, as compras do mês e as vagas apertadas? Eis a dúvida que não é só minha. Para respondê-la, selecionamos três boas opções com essa proposta: Chevrolet Cobalt, Nissan Livina e Renault Mégane Grand Tour. Não bastaria um porta-malas gigante para nos convencer – o carro tem de ser bom de espaço e de asfalto. Veja quem se daria melhor com a minha (e com a sua) família.

Comparativo porta-malas

Comparativo porta-malasSe fôssemos levar em conta apenas o desempenho, ninguém tiraria casquinha da Livina. Ela acelerou mais e retomou melhor, o que faria dela a opção para você, pai que quer andar rápido sem perder a dignidade. Faria, como se verá mais adiante. O terceiro lugar da minivan da Nissan se deve ao menor porta-malas, ao interior simples, à posição de dirigir e ao comportamento mais anestesiado do grupo.

Se o motor 1.6 da Livina é bem disposto, a suspensão alta desencoraja curvas mais velozes. O banco do motorista poderia aliviar essa sensação, mas não tem regulagem de altura. É você que se adapta ao carro, não o contrário. A explicação é que o banco recua pouco, deixando as pernas dos mais altos arqueadas. Se abaixasse, elas ficariam ainda mais mal acomodadas. Fora isso, a suspensão é pouco comunicativa e deixa o motorista alheio ao que está acontecendo entre pneus e asfalto. A direção segue a mesma receita e se limita a esterçar o carro.

Nissan Livina Night and Day

Bom desempenho

Falta papo com ela

É a melhor minivan pequena, não o familiar

A ausência de regulagens (de altura dos cintos, inclusive), de ABS e de computador de bordo mostra outro ponto fraco: a oferta miúda de equipamentos. Ar-condicionado, direção hidráulica e air bags frontais são de série nos três familiares, o que dá mais importância aos detalhes. No porta-malas, cabem apenas duas malas grandes, duas médias e duas maletas, a menor quantidade de bagagem do trio, compatível com os 449 litros de capacidade máxima. Em vagas estreitas, a Livina é a mais larga dos três, exigindo 2,88 m para a abertura das duas portas da frente ao mesmo tempo até o primeiro estágio. Sem borrachões, isso equivale a ralar as portas da minivan.

Apesar de ser a segunda mais barata do grupo, a Livina não tem atributos que justifiquem seu preço acima do que o Chevrolet Cobalt apresenta. Pior para ela.

Comparativo porta-malas