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Chery Tiggo 2.0
Rodamos com o primeiro chinês montado no Mercosul
LUCAS LITVAY FOTO JOÃO COELHO E DIVULGAÇÃO

O que era apenas uma ameaça, agora se concretizou. Os chineses já estão fabricando carros na América do Sul – e o primeiro sino-latino é o SUV compacto Chery Tiggo, que começou a ser produzido em Carrasco, no Uruguai. Em uma volta rápida por Buenos Aires, na Argentina, onde o Tiggo foi apresentado no começo de julho, meu conceito (melhor, meu préconceito) sobre carros chineses mudou. Percebem-se no Tiggo qualidades que o colocam como opção ao Ford EcoSport e ao Hyundai Tucson – e isso você terá oportunidade de conferir em outubro, no Salão do Automóvel, em São Paulo. As vendas por aqui começam na virada do ano.

Para quem procura um carro deste estilo, a maior qualidade do Tiggo é o preço. Na Argentina, o jipinho começa a ser vendido por 70.500 pesos e vem com garantia de dois anos. No Brasil ele deve chegar um pouco mais caro, cerca de R$ 70 mil, equivalentes a 130 mil pesos, mas ainda assim um valor atraente. O preço inclui ar-condicionado, direção hidráulica, air bag duplo, freios com ABS e EBD, bancos dianteiros com aquecimento, computador de bordo, CD Player com MP3 e conexão USB, além das rodas de 16 polegadas.

Em 2010, quando pretende dobrar a produção, a linha uruguaia receberá US$ 100 milhões de investimento, diz a Chery
FOCO NO BRASIL
A marca chinesa Chery chega ao Mercosul nas mãos do grupo argentino Socma, dirigido por Franco Macri, empresário que entre os anos 80 e 90 fabricava modelos de Fiat, Peugeot e Chevrolet. Desta vez, Macri fez uma joint-venture para a construção da fábrica onde foram investidos US$ 30 milhões. De Carrasco (Uruguai) sairão 12 mil automóveis por ano, dos quais seis mil terão o Brasil como destino. A fabricante informa que 40% das peças do Tiggo são fornecidas por empresas de Brasil e Argentina. Em 2010, o plano da empresa é dobrar a produção com a fabricação de um novo modelo.

RAV, A INSPIRAÇÃO
Comparado ao Honda CRV e ao Toyota RAV4, utilitários-esportivos mais refinados, o acabamento interno do Tiggo é inferior. Rebarbas de plástico e folgas nos encaixes das peças são evidentes. Mas não é nada diferente do que se percebe no EcoSport ou no Tucson. O que ameniza um pouco o problema é a versatilidade do interior: o banco traseiro pode ser ajustado tanto na altura do assento quanto na inclinação do encosto e também pode ser rebatido. Assim, a capacidade do porta-malas passa de 827 litros para quase 2.000. Há porta-objetos no painel, nas portas e no console.

Esteticamente, o Tiggo lembra muito a geração anterior do RAV4. Repare nas fotos e veja como o chinês naturalizado uruguaio parece um remake modernizado do Toyota. O farol grande, a lanterna espichada e o estepe fixado na tampa do bagageiro coberto por uma capa acrílica estão lá. Não é a primeira, nem será a última vez, que um carro chinês parece o clone de um veículo feito em outro país. As leis chinesas permitem que isso ocorra de maneira legal. De qualquer forma o Tiggo exibe um visual harmônico e menos polêmico que de outros modelos made in China. A fabricante informa que o design foi obra de projetistas chineses que estudaram por alguns anos na Europa, especialmente na Itália, a fim de absorver o conhecimento de design dos europeus. O Tiggo está longe de ser uma obra com linhas de mestres como Pininfarina ou Giuggiaro, mas acaba agradando.

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Edição 23
 


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