A volta do GT A Volkswagen revive a sigla na estréia do motor 2.0 flexível
EDUARDO HIROSHI FOTO JOÃO MANTOVANI
GOSTAMOS
Disposição do motor até 4.000 giros, câmbio, acabamento
NÃO GOSTAMOS
Desempenho não corresponde ao significado da sigla GT, preço
CONCLUSÃO
Quando a diversão está começando, ele começa a bocejar
O coração do Golf 2.0 agora também passa a queimar álcool. A novidade está chegando às lojas e, além do motor flexível, ganha a versão de acabamento GT, testada nesta reportagem. A sigla foi celebrizada no Brasil a bordo do Gol 1.8 de 1984 (veja destaque). O 2.0 era o único motor não flexível entre os que equipam os modelos fabricados no Brasil.
Embora o motor seja finalizado na fábrica da Volkswagen em São Carlos, no interior de São Paulo, ele vem da unidade de Puebla, no México. Em alemão, o processo é tratado por rumpf motor, ou motor parcial - bloco, cabeçote, cárter e todos os componentes internos são despachados para o Brasil, onde recebem as peças externas, como velas, coletores, correias e embreagem.
Por isso a conversão para flexível levou tanto tempo. Explica-se: até o fim de 2006, as marcas instaladas no Brasil informavam que teriam dificuldades para transformar os motores importados em bicombustíveis, pois a escala de produção não justificaria o investimento. A Honda, naquele ano, apresentou o Civic e o Fit com motor flexível desenvolvido no Japão. A Toyota chegou depois com a mesma estratégia. Agora é a vez da Volkswagen.
EM RESUMO
A sigla GT foi um pretexto para o lançamento do 2.0 flexível, mas o Golf fica devendo em desempenho
Carroceria
Hatch
médio, 4 portas, 5 lugares Motor/câmbio
2.0 8V, 120 cv (A) / Manual, 5 marchas Desempenho
0-100 km/h 10,7 s Máxima 188,7 km/h Consumo médio
8,5 km/l (A) R$ 63.390 *
*PREÇO DO CARRO BÁSICO
Notou alguma diferença? Preste atenção: máscaras nos faróis, rodas exclusivas e a sigla GT na grade