Editora Escala
Editora Escala
  Loja Escala | Faça sua Assinatura | Anuncie | SAC | 55 11 3855-1000    
Car and Driver Brasil
Home Assine Anuncie Fale Conosco
BUSCA: OK
NEWSLETTER:

Edição atual
Edições anteriores
 
Testes
Impressões
Segredo
E mais
0 a 100
Mercado
 
Expediente
Assine
Anuncie
Fale Conosco
Adicione aos Favoritos

Cadastre-se e receba as
últimas novidades da
revista Car And Driver no seu e-mail!
 
Visite nossos sites:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Testes Envie para um amigo Imprimir

Gêmeos Endiabrados
Vivo inventando motivos para testar carros que eu nunca vou poder comprar. Agora consegui convencer meu editor a me deixar responder a uma dúvida cruel: como carros com o mesmo DNA podem ser tão diferentes?
PATRICK HONG
FOTOS GUY SPANGERBERG E BRIAN BLADES


1 - Porsche GT3 RS 2 - Dodge Viper SRT10 ACR
3 - Lambo Gallardo Superleggera

O CLÁSSICO PROBLEMA QUE AS FÁBRICAS enfrentam quando decidem criar um modelo superesportivo derivado de um carro esportivo é o balanceamento entre o desempenho para pilotagem nas pistas de competição e o conforto para o uso nas ruas. Após conseguir alcançar algum tipo de meio-termo e produzir essas novas versões, sempre aparecem os que querem ainda mais pimenta no molho. Para estes, alguns fabricantes decidem esticar ainda mais os limites e oferecer versões de altíssimo desempenho, baseados nos seus modelos superesportivos, que, por sua vez,nasceram dos esportivos de rua.

O resultado desta saborosa equação são máquinas com a mesma genética, mas com personalidades completamente diferentes. Como é que um superesportivo de rua que encara as pistas se compara ao seu irmão desenhado para competição, mas que também pode rodar na rua? Com esta pergunta na cabeça decidimos comparar cinco pares destes irmãos endiabrados: Dodge Viper SRT10 x SRT10ACR, Lamborghini Gallardo Spyder x Superleggera, Porsche 911 Carrera S x GT3 RS, Chevrolet Corvette Z06 x ZR1 e a Ferrari F430 contra a 430 Scuderia.

Estes são gêmeos forjados do mesmo material, mas desenhados com finalidades distintas. Depois de nos divertirmos muito com estes bad boys nas ruas, fomos para a Willow Springs International Raceway, uma deliciosa pista de corridas de alta velocidade em Rosamond, Califórnia. No fim do dia procuramos responder as seguintes perguntas para cada par de irmãos:
- O que você ganha?
- O que você perde?
- O dinheiro extra vale a pena?
Você deve estar ansioso pelas respostas, certo? Então, meu amigo,
vamos a elas.

Dodge Viper
SRT10 X SRT10ACR

1 - SRT10 ACR 2 - SRT10

Concordo que considerar o Dodge Viper SRT10 como um carro de rua seja certo exagero. Dentro do seu corpo de lutador de vale-tudo há um monstruoso V10 de 8,4 litros com 600 cv engatado numa poderosa transmissão manual Tremec de seis velocidades, ambos acomodados numa suspensão mais firme que a maioria dos carros esportivos. O SRT10 derrete seus pneus MichelinPilot Sport com facilidade, acelerando de 0 a 100 km/h em 3 segundos, conseguindo uma incrível aceleração lateral de 1,01 g a 113 km/h.

Este Viper avança forte na fronteira que separa carros de rua e pista. Mas, para os entusiastas da marca que ainda não estavam satisfeitos, a Dodge chutou o pau da barraca e surgiu com uma solução: o SRT10 American Club Racer (ACR). Seu motor e transmissão são os mesmos do SRT10, mas as semelhanças acabam aqui. O ACR possui um pacote aerodinâmico que inclui nariz de fibra de carbono, spoiler frontal e asas traseiras ajustáveis que, a 240 km/h, gera um downforce 10 vezes maior que seu irmão, distribuídos 45% na frente e 55% atrás. Para transformar isso em aderência, os engenheiros da Dodge usaram amortecedores com molas KW de corrida com amplitude variável e uma barra estabilizadora frontal mais espessa para aumento da rigidez da suspensão nas curvas.

Novos discos ventilados de freio Stop Tech são mordidos pelas pinças Brembo do SRT10 para desacelerar o carro. As rodas Sidewinder ultraleves são feitas de alumínio forjado e calçadas com pneus Michelin de uso quase-ilegal-para-rua, o Pilot Sport Cup. Com estas modificações, o ACR bateu o SRT10 em todos os nossos testes de desempenho. A melhoria de aceleração foi marginal, mas a frenagem, capacidade de fazer curvas e condução fizeram a diferença. O ACR ganha 3,3 metros ao frear em 130 km/h, consegue 0,11 g a mais de aderência na aceleração lateral e aumenta a velocidade em 5,2 km/h no slalon.

 


PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | Próxima >>
Edição 23
 


Editora Escala
© Copyright 2008 - Editora Escala
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff - Media Solutions