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Velhinhos bons de muque
Por baixo da pele clássica, músculos e entranhas cheias de tecnologia
Por Gustavo Henrique Ruffo
Todo viciado (em carro) curte um antigo. Mas, fora o preço, o que acaba desestimulando a maioria de adotar um carro clássico - e, mais que isso, rodar com a raridade no dia a dia - é o medo de fi car na mão. Esses bichos têm atitude, mas quebram. Esse problema foi resolvido: há empresas especializadas em modernizar (e envenenar) clássicos, como mostramos nestas páginas. O segundo problema, o preço, esse não tem jeito: o prazer custa caro.
PAGODA ATÔMICA
A Mechatronik restaura Mercedes-Benz antigos originais, mas tem um braço forte voltado à preparação. As mudanças nos carros atingem apenas a mecânica. No conversível SL Pagoda, os motores podem ir de um V6 2.8 de 197 cv ao V8 4.3 AMG de 306 cv. O câmbio é automático de cinco marchas. No cupê W111 Fintail, o V8 pode chegar a 354 cv. A cavalaria é domada com freios a disco ventilado nas quatro rodas, ABS de quatro canais, controle de tração e suspensão redimensionada. Arcondicionado e sistema de som de última geração arrematam o pacote com conforto.
O CANTOR DE STUTTGART
Para quem prefere um alemão mais veloz, a Singer usa o Porsche 911 anterior a 1994 e faz dele um demônio. O monobloco é reforçado, as peças móveis da carroceria são repostas por outras em plástico com fi bra de carbono e a suspensão recebe preparação de competição. Além disso, o carro é abençoado com um motor derivado do boxer 3.6 do 911 a ar (da década de 1990) retrabalhado pela Cosworth. O resultado é um 3.9 de 425 cv. Os preços variam de salgados US$ 190 mil a estonteantes US$ 325 mil.
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