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Comparativo
VW Gol Power x Fiat Palio Essence - Último Round
O Palio, agora com motor E.torQ, muda em 2011. Mas ainda tem fôlego para enfrentar o Gol Power
Rodrigo Leite

Bibo Bouzaz

Com a chegada do novo Uno, o Palio ficou fora dos holofotes da Fiat - e também da lista dos mais vendidos da marca. Natural para um modelo que se encontra às vésperas de uma remodelação geral, prevista para o próximo ano. Mas, ainda assim, a Fiat investe no modelo que acaba de ganhar o novo motor E.torQ 1.6 16V, de 117 cv produzido pela Fiat Power Train. Será ele páreo para o bem acertado conjunto do seu eterno rival, o Gol Power 1.6, ou só a quinta geração que dará a vitória para o modelo da Fiat? É o que você verá nesta reportagem.

Bibo Bouzaz

PALIO ESSENCE 1.6 16V
GOSTAMOS:

O motor E.TorQ fez bem ao Palio

PODE MELHORAR:
A aparência da quarta geração não agrada

CONCLUSÃO:
Palio G5, cadê você?

UMA DAS MAIORES CRÍTICAS de todo e qualquer fã da linha Palio foi a troca do sinfônico motor 1.6 16V italiano, em 2003, pelos 1.8 8V da linha Powertrain GM. Sete anos depois, o Palio volta a conviver com os altos giros, com o motor E.TorQ 1.6 16V da nova versão Essence - que chega para liquidar de uma vez só as versões HLX 1.8 e 1.8R. Enquanto no antigo motor, o bom torque de 18,5 mkgf surgia aos 2.800 rpm - e o carro ficava amarrado em rotações mais altas - agora o torque de 16,8 mkgf comparece aos 4.500 rpm. O que pode sugerir morosidade em baixa, não se confirma na prática: 92% da força aparecem aos 2.500 rpm.
O 1.8 8V era vibrante - no pior sentido da palavra - porém, sempre apto a carregar um apartamento nas costas. Tinha até excesso de torque, bom para fritar pneus em saídas, mas que sacrificava o restante da condução. O E.TorQ traz um torque mais bem distribuído, o que se traduz no seguinte: dá mais tesão em dirigir. Não vai subir uma ladeira ao soltar a embreagem, como acontecia com o antigo motor. Mas você encara uma serra com mais prazer. É o tipo do carro que você segura o pedal do acelerador por mais um tempinho, só para sentir o giro crescer. Tem um ronco bonito e agradável aos ouvidos.
Se fosse apenas pelo motor, o vencedor deste comparativo já estaria definido. Só que um carro é um animal complexo. E o Palio precisa evoluir. A suspensão é macia, mas demais para quem quer andar rápido. O câmbio e os pedais, extremamente leves, se traduzem em imprecisão. Para um motorista que vê carro apenas como condução, isso pode ser visto como um conjunto macio e com comandos leves. Só que com 117 cv no pé direito, concluímos que falta um pouco de Gol no acerto do Palio.
O interior, na aparência, é mais bem acabado que o do Volkswagen. Mas repare nos detalhes. Há rebarbas em peças plásticas, módulos mal encaixados e a ergonomia poderia ser um pouco melhor. E há também o fato de o Palio estar em seu último ano com essa carroceria, basicamente a mesma desde 1996. E ninguém gosta de comprar um carro que irá mudar em menos de um ano. Se você não liga para isso, levará um dos melhores Palio já feitos. Há boa dose de equipamentos de série e ele custa um pouco menos que o Gol. Se o seu rival neste comparativo não fosse o Volkswagen...

Bibo Bouzaz
O motor E.torQ fez tão bem ao Palio que perguntamos: por que não veio antes? Agora, só falta melhorar o acabamento, certo, Fiat?

 

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Edição 45
 

 
 

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