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Mercedes-Benz SLS AMG 2011
Andamos no protótipo SLS, um gladiador com portas asa de gaivota e um V8 com 571 cv
Douglas Kott FOTOS divulgação
Se tudo mais falhar, a imortalidade pode ser garantida através de um equívoco espetacular". Estou quase certo de que o economista John Kenneth Galbraith não temia destruir um AMG - protótipo de vários milhões de dólares - numa pista desconhecida quando cunhou essa pequena pérola.
Mas a verdade é que isso fica se repetindo na minha cabeça como um CD arranhado. O carro é sensacional. Mas o Sachsenring, um circuito de 3,7 km na cidade de Hohenstein-Ernstthal, na Alemanha Oriental, é uma verdadeira serpente, que se contorce, ondula e sufoca com curvas no alto de colinas. Ele não era a primeira escolha da Mercedes para o primeiro teste, mas o Nordschleife de Nürburgring não estava disponível na época.
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O acabamento é primoroso e, no painel, os leds quadrados mostram a hora de subir uma marcha
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Portanto, é muito bom que o SLS seja um domador de serpentes de primeira. Com motor central deslocado para frente, braços triangulares de suspensão duplos forjados em alumínio e pneus ContiSportContact (265/35 ZR19 na frente, 295/30 ZR20 atrás), ele possui dirigibilidade com dinamismo superior.
E apesar de sua estrutura de alumínio não se igualar à estrutura de fibra de carbono do SLR em matéria de rigidez, ela é extremamente firme. Surpreendentemente, quase não há torção lateral ou mergulho da dianteira.
A palavra certa é meticulosidade, que é percebida tanto pela firmeza da tração nas frenagens quanto pela sua resistência a sair de frente nos setores mais travados do circuito, onde os pilotos da AMG que realizaram o desenvolvimento do SL65 Black Series encontraram dificuldades. Mas é o equilíbrio e o controle no limite que impressionam: saídas sem surpresas e recuperação da aderência passam confiança.
Além disso, a configuração esportiva do controle de estabilidade é ideal para a condução nas pistas, uma vez que ele entra em ação após fortes sacolejos e derrapagens de lado, o que aconteceu algumas vezes.
Mas não por culpa do carro. A localização recuada do motor fica evidente quando se eleva o capô acima dos para-lamas afunilados e pode-se ver o cárter seco e duas caixas de ar retangulares alinhadas com o eixo nos dois lados exatamente onde se esperaria encontrar o motor.
Quando finalmente o motor é encontrado, envolvido pelo painel de proteção contra fogo, pode-se constatar que ele está localizado no chassi na altura dos joelhos, graças ao pequeno coletor de óleo do cárter seco. Volker Mornhinweg, presidente executivo da Mercedes-AMG e pai do SLS, não estava brincando ao determinar que um baixo centro de gravidade seria o objetivo do seu projeto.
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