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NOSSA ESTRADA Na estrada de Saveiro
Uma estrada sinuosa em Pernambuco para quem curte mergulho, surfe e boas curvas
Eduardo Hiroshi Fotos Ricardo Hirae
São apenas 70 quilômetros que separam Recife de Serrambi, vilarejo litorâneo de Pernambuco, próximo à praia de Porto de Galinhas, conhecida por sua praia de águas cristalinas e profundas, boas para o mergulho, e pelas ondas que atraem surfistas.
O lugar também é conhecido por ser um reduto de italianos em férias na região. Mas nosso negócio não é praia e nem pizza, mas a estrada que liga as duas cidades. Fizemos o roteiro com uma Saveiro e recomendamos a viagem: se você está visitando a capital de Pernambuco, ou mora por aí, eis um bom percurso para curtir uma estrada com boas curvas e, ao menos fora da temporada de verão, com pouco movimento.
A caçamba comporta, tranquilamente, a prancha e o equipamento de mergulho. Foi ainda nossa chance de conferir o acerto de suspensão da nova picape, agora na configuração Cabine Simples, depois de ter elogiado bastante o comportamento da Cabine Estendida no teste publicado na edição 21.
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Na cabine, o mesmo conforto do Gol para o motorista e um passageiro. Com o repórter e o fotógrafo a bordo, não rolou carona para o ciclista
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Partindo de Recife, procure indicações para Cabo de Santo Agostinho pela BR-101. É um trecho de 21 quilômetros de bom asfalto, boa sinalização e nenhuma emoção mais forte - a não ser os animais soltos na beira da estrada.
No asfalto liso, algumas boas qualidades da Saveiro se destacam, entre as quais o conforto de rodagem: a engenharia da Volkswagen conseguiu chegar a um bom compromisso em um carro que foi feito para rodar com carga. E a ergonomia, excetuando-se detalhes como os pedais altos, é muito boa. Contribui para esta boa sensação o câmbio longo.
A 100 km/h em quinta marcha, o conta-giros marca 2.750 rpm em piso plano, sem carga. Esta solução reduz o consumo e o nível de ruído. As três primeiras marchas são curtas, boas para vencer lombadas em terceira ou para as saídas de semáforo.
Em minha opinião, a Saveiro ficou boa assim. Se você já teve oportunidade de dirigir um Ford Ka 1.6 da geração anterior à atual, ou um Volkswagen Polo do primeiro ano de fabricação (2002), sabe o quanto é desagradável rodar a 120 km/h com o conta-giros marcando 4.000 rpm.
Na Saveiro, reduzir as marchas não é sacrifício: a caixa argentina MQ 200 tem engates rápidos, certeiros e suaves. A Saveiro é mais silenciosa do que as suas rivais, mas ainda pode melhorar - como referência, uma picape bem maior e mais cara, a Nissan Frontier testada na C/D 14, registrou 69,1 decibéis a 120 km/h, enquanto a Saveiro Cabine Estendida da edição passada (que tem poucas diferenças em relação à Cabine Simples) ficou com 71,2 decibéis. A Frontier é movida a diesel, um motor que produz mais vibrações e ruídos que um a gasolina.
Cana
A primeira parte do roteiro é dominada pelos canaviais. Se você faltou à aula de História no colégio, saiba que Pernambuco sempre foi um dos maiores produtores de açúcar do Brasil. A presença da cana, no entanto, não faz do álcool um combustível barato.
O preço médio do combustível no Estado de Pernambuco, em agosto, era de R$ 1,682, segundo levantamento da Agencia Nacional do Petróleo. Em São Paulo, no mesmo período, o litro custava R$ 1,228. O preço do combustível nos chamou a atenção quando paramos para abastecer.
A Saveiro não foi exatamente econômica, problema que já observamos no teste da Cabine Estendida. Com duas pessoas a bordo, mas sem carga (e sem a capota marítima), o computador de bordo oscilou entre 8 e 9 km/l de álcool. Chegando em Cabo de Santo Agostinho, comece a procurar as indicações para Ipojuca, a próxima cidade do roteiro. São mais 20 quilômetros, parte na BR-101, parte na PE-060. Agora o asfalto já não é tão liso, mas continua razoável.
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