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Land Rover Discovery 4
Porque beleza interior também é fundamental
Adriano Griecco fotos divulgação

O Discovery nasceu como um meio-termo. Não, por favor, longe de nós dizer que isso seja algum defeito. Mas é que no final da década de 90, a Land Rover tinha lá seus dois produtos: o interminável e indestrutível Defender e o Range Rover, para quem gostava de um utilitário, mas não gostava de perder a pose, tendo de trocar um mocassim rebuscado por uma galocha.

E com essa missão ele permaneceu até a sua terceira geração, intitulada de Discovery 3. Agora, diante de nós está a quarta. Ou quase isso. Este não é um Discovery totalmente renovado. Mas a quantidade de modificações que a Land Rover promoveu no veículo justifica a nova denominação. Anote aí: motores, suspensão, freios, interior, exterior e eletrônica.

Na parte mecânica, as alterações começaram na suspensão. A engenharia mexeu nos braços e aperfeiçoou o sistema pneumático (que levanta ou abaixa a altura do carro).

A direção também recebeu nova calibragem: a marca afinou a relação de progressividade, já que a responsabilidade do sistema em altas velocidades aumentou, com a chegada de novos motores. Um deles é o 3.0 V6 diesel biturbo.

É o antigo 2.7 (que deve continuar em linha em alguns países), que teve a cilindrada aumentada e a adoção de mais uma turbina (agora, cada bancada do V6 tem a sua). Tais modificações elevaram a potência a 244 cv e, o melhor, o torque máximo, a 61 mkgf.

O outro é completamente novo. Trata-se de um V8 5.0 a gasolina, com 375 cv a 6.500 rpm e 52 kgfm em 3.500 rpm. Adivinhe qual dos dois nós escolhemos? Andamos em ambos, já que somos pagos para isso. O motor a gasolina surpreende pela capacidade de aceleração e retomada.

É um motor extremamente elástico, ainda que isso não seja necessário. A nova caixa de câmbio é automática sequencial de seis marchas. O turbodiesel é um pouco mais ruidoso (se você estiver com o rádio ligado, mal vai perceber isso) e menos elástico.

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Edição 23
 

 
 

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