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MINI COOPER S
Pocket Rocket
Eis a materialização desta expressão: Mini Cooper S
Adriano Griecco fotos João Mantovani

gostamos
Aceleração, estabilidade, prazer ao guiar
pode melhorar
É uma pergunta? Coloque o kit John Cooper Works!
conclusão
Tem horas que a gente também pensa em roubar

Aqui vai um conselho: não compre um Mini Cooper S, a menos que você possua uma garagem fechada, com cadeado. Caso contrário, você vai ter sérios problemas. Comecemos pelos seus vizinhos. Eles virão até a sua casa e deixarão os vidros das janelas cheios de marcas de dedos, com aquele formato típico de quem fez uma "conchinha" para enxergar o interior.

E reze para eles não o pegarem chegando em casa, após um dia de trabalho. Nesse caso, a conversa deve se estender até depois das 23 horas. Esqueça a novela. Mas, pior mesmo, serão seus filhos - e sua esposa -, disputando a chave para ver quem vai até a padaria comprar pão para o lanche de domingo à tarde.

O primeiro incômodo, na verdade, não é exclusivo dos proprietários do Cooper S. Qualquer Mini, em qualquer versão, cor ou motor chama a atenção.

O outro é inevitável e tem explicação: um turbo compressor sob o capô, que eleva a potência do 1.6 para 175 cv e outros segredinhos mecânicos.

O terceiro, vamos resolver para você. Será que vale a pena pagar R$ 27 mil a mais (totalizando míseros R$ 119.500) em um Mini Cooper S? Vire a página e descubra.

Você não achou que a resposta estaria na primeira linha, não é? Para começar este raciocínio, é bom entender onde a Mini gastou a diferença entre o Cooper e o Cooper S. Boa parte da bufunfa foi para o motor: ele não é da versão aspirada com uma turbina.

Internamente, ele responde pela sigla N14. O outro, mais fraco, é o N12. E a semelhança entre eles acaba no bloco, que é de alumínio. Segundo a BMW, pistões e bielas têm um desenho diferente e são mais leves e resistentes que os encontrados no Mini aspirado.

Mas o maior trabalho veio no cabeçote. Além dos dutos modificados, a marca utilizou um comando mais forte e reduziu a taxa de compressão, de 11 para 10,5:1. Além disso, o coletor de admissão foi trocado, para receber o ar soprado pela turbina, assim como o escape, que utiliza dutos de maior diâmetro.

A Mini ainda reprogramou a injeção eletrônica, por conta dessas mudanças. Com isso, a potência saltou dos 120 para os 175 cv. Ah, além disso, a engenharia aproveitou a tal reprogramação para colocar uma função adicional, chamada de Overboost: entre 1.700 e 4.500 rpm, a cada kickdown (manobra em que se pisa até o fundo no pedal do acelerador), uma mudança no mapeamento do motor aumenta o torque, de 24,5 para 26,5 mkgf.

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Edição 23
 

 
 

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