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Comprando o sonho
Vamos ensinar você a ter o seu superesportivo
Gustavo Ruffo Fotos DIVULGAÇÃO
A senhora, grávida de oito meses, entra na loja com dois filhos, pede para ver um Porsche, negocia o preço e assina o cheque. "É um presente de aniversário para meu marido", justifica.
E pergunta se podem entregar o carro em casa. Não: esta não é a forma convencional de comprar um supercarro. A história, contada por Humberto Neiva, da Só Veículos, é exceção.
"O mais comum são maridos presenteando as mulheres com carros que eles querem ter", diz o vendedor. Mas o que ocorre com mais frequência são empresários e profissionais liberais na faixa dos 30 aos 60 anos em busca de realizar um sonho sobre rodas.
Mas como é comprar um carro exclusivo? Perguntamos aos vendedores de algumas das importadoras de maior prestígio em São Paulo e a resposta coincidiu em vários pontos.
"Cerca de 60% de nossas vendas envolvem troca e os 40% restantes são operações de leasing", diz Francisco Longo, diretor-presidente do grupo Via Italia, importadora de Ferrari, Maserati e, agora, Lamborghini. Neiva, da Só Veículos, loja que importou a primeira Ferrari California mostrada na C/D 21, confirma. "A maioria dos compradores tem um carro na troca e o saldo, quando não é à vista , é parcelamento em poucos meses."
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PAGANI ZONDA R$ 4 milhões
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Aceita casa?
Mas, lembra Hideki Oshiro, diretor da Platinuss, distribuidora da Pagani e da Spyker no Brasil, nem sempre acontece dessa forma. "Recebemos clientes que nunca tiveram um superesportivo porque nunca sentiram segurança durante a negociação; nesse caso, não entram carros usados na troca."
Ele lembra que os superesportivos de segunda mão são aceitos como parte de pagamento após uma minuciosa revisão. "Nossa oficina dispõe de diagnose de todas as marcas e nenhum defeito passa despercebido."
Esse tipo de cuidado com os carros que entram como parte do pagamento também é padrão entre as revendas exclusivas. "Os veículos que entram na troca são modelos de alto luxo e devem estar em excelentes condições", observa Longo. E, na maioria das lojas, apenas superesportivos seminovos são aceitos.
"Não há como aceitar um imóvel, por exemplo", afirma Mario Fernando Lopes, da SR Veículos (importadora de Mercedes-Benz SLR McLaren e Bugatti Veyron, entre outros modelos). "Como trabalhamos com carros sob encomenda, combinamos uma parcela inicial em dinheiro ou um veículo e mais um valor em dinheiro." Imóveis exigem escritura para a transferência de sua propriedade, altas despesas com impostos e têm liquidez menor.
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