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Fiat Palio HLX 1.8 Dualogic
O câmbio automatizado chega ao Palio
Eduardo Hiroshi Fotos Fábio Arantes

A alavanca maior do câmbio Dualogic despejou o portacopos do console central

Olhada rápida na tabela de preços: Fiat Palio por R$ 37.230. Ao lado, um Punto 1.4 básico por R$ 36.640. Hummm... O Palio está caro? Bem, ele carrega o nome "Dualogic".

E, se você olhar com mais atenção, vai ver o mesmo carro, com o mesmo motor e o mesmo padrão de acabamento, mas com transmissão manual, por R$ 35.080. Agora as coisas começam a fazer sentido.

Por enquanto, o câmbio automatizado é oferecido somente na versão HLX 1.8. Com ele, a marca italiana quer disputar os clientes do Peugeot 207 automático (R$ 46.100) e do recente Volkswagen Polo I-Motion (R$ 42.580).

De repente, o Palio ficou barato... E, de fato, a intenção da Fiat foi essa mesma: criar o modelo mais acessível para quem faz questão de dar folga para o pé esquerdo - título que era, até agora, do Kia Picanto 1.0 automático (R$ 38.900). Mas tenha calma antes de aposentar sua perna esquerda. Para custar menos, o Palio é menos equipado do que seus rivais, que oferecem ar-condicionado de série.

Mas, ao nivelar os opcionais - alguns itens são vendidos em pacotes - , os preços de Palio, Polo e 207 se aproximam bastante. Cifrões à parte, se a ideia for acelerar, o Palio é bom. Mas, no primeiro congestionamento, as coisas já começam a complicar.

Apesar da comodidade das trocas automáticas, sobram solavancos. Haja pescoço! É o mesmo problema que já citamos em outras avaliações de carros automatizados. Ainda estamos esperando uma solução melhor.

A alavanca maior acabou despejando o porta-copos que ficava na base do console central. Mas não é só o motorista que fica com sede: durante a semana que ficamos com o carro (que foi usado exclusivamente dentro da cidade), o computador de bordo marcou meros 5 km/l de álcool.

Só para refrescar a sua memória: a Fiat já havia lançado um Palio sem embreagem (ou com embreagem automática, melhor dizendo): o Citymatic, em 2000. Nele, mudavam-se as marchas, mas deixava-se o pé esquerdo de molho. Poucos aprovaram.

E o carro saiu de linha. O câmbio automatizado, apesar de ainda não estar 100% aperfeiçoado, deve permanecer por mais tempo.

 

Edição 23
 

 
 

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