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Dinheiro traz felicidade
Uma volta pelas ruas de São Paulo na Ferrari de R$ 2,1 milhões
Por Luiz guerrero Fotos: João Mantovani
Vamos colocar a paixão de lado por um instante - apenas por algumas linhas. E dizer que o som produzido pelo motor da Ferrari California não é o rugido grave que corta a sua respiração. Qualquer Maserati, qualquer Corvette da nova safra tem V8 com rugido mais arrepiante. Mas isso é o de menos. O som que faria o comendador dar duplos mortais carpados no túmulo, no entanto, não nasce sob o capô e sim da fileira de sensores instalados no para-choque traseiro: aquele mesmo dispositivo que produz uma irritante sequência de bips e que ajuda a patroa a estacionar a minivan é um dos itens oferecidos pela mais nova Ferrari.
Sensor de estacionamento, ajustes elétricos do banco (em altura, inclusive) e da coluna de direção (em altura e em profundidade)... Humm! E ainda nem falamos sobre a suspensão que pode ficar tão adocicada quanto a de um sedã de passeio ou sobre os comandos de fino trato. Ferrari?
Sim, indignado leitor, uma Ferrari. A primeira California a desembarcar na América Latina, para ser mais preciso: foi trazida pela Só Veículos, uma, vamos dizer, joalheria encravada na Avenida Europa, em São Paulo (se você quiser conhecer a frota deles entre em www. soveiculos.com.br). E no instante em que você lê esta reportagem, já deve ter sido vendida por R$ 2,1 milhões.
Foi neste monte de dinheiro que rodamos em um domingo tranquilo na cidade - tranquilo, na verdade, é modo de dizer: como o amigo se sentiria imaginando o tamanho da conta de um para-choque ralado?
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Mais suave que Porsche nas RUAS DE SÃO PAULO |
Mas é preciso se livrar dos pensamentos negativos. E, principalmente, dos preconceitos e da mania de achar que carro esporte tem de ter câmbio seco e manivela para levantar as janelas para saborear a Ferrari California - um fantástico automóvel, antes que você pergunte.
Não, ela não suga suas energias como uma 599 ou como uma F430 (ou, imagino, como uma 430 Scuderia). Posicione o manettino, a chave incrustada no volante que altera as configurações do carro, no modo confort e você se sentirá passeando no tapete de sua sala.
O câmbio assume as trocas automaticamente e com tal competência que você não percebe as passagens de uma marcha para outra. E a suspensão entende que você quer vida mansa.
"A suspensão é mais bem-acertada que a de um Porsche", atesta Humberto Neiva, vendedor da Só Veículos e um sujeito acostumado a dirigir carros que a maioria apenas conhece pelas páginas desta revista. Tenho de concordar com ele.
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