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Kia Soul 1.6
O carro coreano oferece mais do que o simpático formato de caixote
STEVE SPENCE
Os cubos mais populares nos Estados Unidos são o xB, da Scion (a divisão descolada da Toyota), o Honda Element e o Nissan Cube. O mais recente integrante do clã, o Kia Soul, é o único sul-coreano e deve fazer os dias do trio nipônico mais terríveis. No Brasil, o Soul está sozinho - e, como a marca não nos emprestou o carro, fomos à Coreia, onde ele é feito. Soul significa "alma".
FORÇA
O crossover urbano pode receber dois tipos de motor - o 1.6 de 124 cv (única opção no Brasil) e o 2.0 de 142 cv, com transmissão manual de cinco marchas ou a automática de quatro. Rodamos com as duas e percebemos que a força do motor 1.6 é respeitável com seus quase 16 quilos de torque. Com a versão manual, o nível de ruído é baixo até os 100 km/h - depois disso, passa a ser tolerável. A suspensão combina sistema independente na dianteira com barra de torção na traseira e mostrou-se eficiente nas ruas e estradas coreanas.
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| Nas versões mais caras, boa oferta de equipamentos e um quadro de instrumentos elegante. E um acabamento que, se não chega a ser excepcional, é muito bom |
A caixa manual funciona bem, apesar de, por duas vezes, ter entrado a quinta quando a ideia era engrenar a terceira. O carro básico vem com rodas aro 15, mas pode ser equipado com as de 18 polegadas.
O Soul é montado na plataforma modificada do Kia Rio e percebe-se a preocupação da engenharia em manter o centro de gravidade baixo.
Ainda assim, dirige-se o Soul como qualquer veículo que tem altura da carroceria elevada. A direção é leve além da conta.
OFFENBACH
Quando o Soul chega, com aquele jeito de "olhe para mim", você pode achar que o desempenho é brilhante. Mas ele não é um carro de tirar o fôlego.
A compensação é que, além do desenho inusitado, o caixotinho pode acomodar com conforto duas pessoas de até 1,80 metro no banco traseiro.
Os materiais de acabamento são bons, mas não excepcionais. E há alguns exageros na decoração: um dos carros tinha painel vermelho.
Ele também pode vir com o nome Soul gravado com tinta fosforescente no banco.
Nos Estados Unidos, o preço parte dos US$ 14 mil. No Brasil, dos R$ 51.490. E há mais de 50 acessórios, como a câmara acionada pela marcha à ré e que projeta imagens no retrovisor interno. E para quem achou o nome Soul pouco apropriado, saiba que poderia ser pior: ele se chamaria Offenbach (em homenagem ao compositor francês, nascido na Alemanha). Soul é melhor.
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