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VW POLO SEDAN I-MOTION x HONDA CITY
Um passo à frente
Conheça o Honda City, sedã que quer estabelecer um novo patamar para os compactos. Logo na estréia, ele encara o Volkswagen Polo Sedan I-Motion
EDUARDO HIROSHI FOTOS JOÃO MANTOVANI

VW Polo Sedan e Honda City

Não, não perdemos o juízo ao comparar dois carros com diferença de preço na casa dos R$ 10 mil. Mas certamente alguém perdeu. O Honda City, derivado do Fit, está chegando às lojas a partir de R$ 56.210 e completo custa mais caro que um Civic básico manual: R$ 71.095. Foi esta última versão, a EXL, que escolhemos para comparar com outra novidade - o Polo Sedan I-Motion, sigla que identifica o câmbio automatizado que, igualmente completo, sai por R$ 60.590.

Apesar do porte avantajado, o City disputará preferências no segmento dos sedãs compactos mais bem-equipados (ou "premium", como dizem os especialistas de mercado das fábricas), no qual se alinham, além do Polo, Peugeot 207 Passion e, em menor medida, Renault Symbol. Há mais dez modelos nesta faixa (que compreende também sedãs médios com versões abaixo de R$ 60 mil) à venda no Brasil.

Mas qual o sentido de comparar carros com preços tão díspares? A rigor, a versão do City mais indicada para brigar com o Polo I-Motion seria a mais simples, a LX automática, de R$ 60.010, que não vem de série com ABS e ar-condicionado digital, entre os itens de maior importância. Assim, entrou em cena o EXL automático.

Apesar da diferença de preços, os carros são compatíveis. Todos os City serão equipados com motor 1.5 16V de comando variável, igual ao do Fit. A única diferença é que o City LX tem pneus 175/65 R15, enquanto o EX e o EXL usam 185/55 R16 e a versão mais cara conta com borboletas para trocas de marcha atrás do volante. A diferença entre as medidas de pneus é desprezível - apenas 0,2% de variação na velocidade final.

Calculadora

O City nada mais é que a terceira geração do Fit sedã, lançado em 1996 com o nome de Aria. É vendido em países asiáticos e, no Brasil, segundo os estrategistas da marca, deverá atrair não apenas compradores de sedãs compactos, mas os de maior porte.

A crença faz sentido. O comprador brasileiro não escolhe carro pela carroceria, mas baseado em preço e estilo. Usa a calculadora, não a fita métrica. Ainda assim, é improvável que alguém abra mão do status de um carro maior em favor do City. Em que pese seus 4,40 metros de comprimento, o entre-eixos é de 2,55 metros. Tirando o VW Bora (2,51 metros), nenhum outro sedã médio vendido aqui tem menos de 2,61 metros de entre-eixos.

A Honda espichou o City : o japonesinho é 20 cm maior que o Polo Sedan

O Polo Sedan é outro modelo que vive um conflito de identidade semelhante ao do City. Ele é um sedã compacto. Tem 4,20 metros de comprimento - 20 centímetros a menos que o City - e foi considerado caro desde seu lançamento, em 2002. A partir daí, teve o preço reduzido algumas vezes. Mas, após o lançamento do novo Gol, no ano passado, e do Voyage, o Sedan ganhou equipamentos e ficou mais caro e agora se segura para não entrar em confronto com o Bora, importado do México.

A última cartada, neste mês, foi o lançamento do câmbio automatizado I-Motion. É uma clara tentativa de fazer o modelo galgar um degrau a mais rumo ao segmento dos médios, no qual o Bora não tem muita representatividade. O câmbio desenvolvido em conjunto com a Magneti Marelli - a mesma fornecedora do Dualogic usado em alguns modelos da Fiat - deve passar a equipar Fox e Gol em um futuro não muito distante. Com isso, a VW seguirá os passos da Fiat que passou a adotar o Dualogic para a linha Palio (veja a seção "0 a 100" no começo da revista).

Feitas as considerações, vamos alinhar os dois carros na pista, o grandalhão City com o Polo Sedan, para saber quem leva a melhor neste duelo de novidades. Nas próximas edições, prepararemos novos comparativos com outros modelos, mas já no fim desta reportagem damos alguns números do City básico com caixa manual. Veja também a análise de design do novo Honda, feita pelo nosso colaborador Anísio Campos.

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Edição 23
 

 
 

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