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AUDI A6 3.0L SPORT PLUS QUATTRO Executivo eu?
De comportado, o novo A6 não tem nem o formato da carroceria
BIA FIGUEIREDO FOTOS JOÃO MANTOVANI

GOSTEI
Estilo, motor, suspensão
PODE MELHORAR
Transmissão automática
CONCLUSÃO
Você tem pressa? Este é seu carro
OLÁ, MENINOS!
Depois da pancada que eu tomei em Indianapolis, na quinta prova do campeonato de Indy Lights, no fim de maio (e que me rendeu um corte no queixo, algumas dores no corpo e um baita susto, além de alguns dias de molho), nada melhor do que voltar ao Brasil por alguns dias e encontrar um belo carro na garagem de casa. O novo Audi A6, lançado em setembro na Europa, acaba de chegar por aqui e, pelo que deu para sentir, vai incomodar o atualizado Mercedes-Benz Classe E e o BMW Série 5. O desenho ficou maravilhoso, o motor V6 é sensacional e há tantos recursos a serviço do motorista que nem deu tempo de desfrutar de todos. O preço... Bem, primeiro vamos conhecer a novidade.
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Um Audi: tudo prático, de bom gosto e com muita tecnologia - acima, a tela que evita que você rale o parachoque nas manobras |
Aconchego
A primeira coisa que me chamou atenção no A6 foi a iluminação traseira. Formadas por LED's, aqueles diodos mais luminosos que a luz convencional, as lanternas exibem apenas o contorno quando estão ligadas. Achei muito elegante. Elas envolvem parte da carroceria e têm o mesmo formato dos faróis, de bi-xênon apoiado por um friso também de LED.
A grade, um enorme trapézio que se impõe na dianteira, para-choques e os faróis auxiliares espetados nas extremidades do para-choque são as novidades do A6. Não é muita coisa, mas reforçou a aparência esportiva do sedã de quase 5 metros de comprimento. A versão que a Audi nos emprestou por alguns dias, a propósito, tem detalhes esportivos como as belas rodas de cinco raios com pneus 245/40 R18 e suspensão mais firme rebaixada em 30 milímetros. Como todo Audi, o A6 tem linha de cintura alta - quem vê de fora tem a sensação de um carro sólido e quem está dentro se sente aconchegado.
Sopro forte
O coração da versão é o V6 de 290 cv (de 4.500 a 6.800 rpm). É o que os engenheiros que lidam com automóveis costumam chamar de "estado da arte". Com 24 válvulas, coletor de admissão variável e sistema de injeção de alta pressão (ou TFSI), o motor é auxiliado por um compressor mecânico com dois intercoolers ar/ água e instalado entre as bancadas dos cilindros. A Audi diz que optou pelo compressor, e não pelo turbo, para dar mais força em baixas rotações. A Volkswagen, dona da Audi, já usou a combinação turbo+compressor em alguns motores, mas todos de menor capacidade cúbica.
Sem o compressor, o torque do A6 já seria impressionante - com o dispositivo, que gera 0,8 bar, é fenomenal: 42,9 mkgf em uma faixa que vai de 2.500 a 4.850 rpm.

O funcionamento do V6 também me impressionou. Você coloca a chave na ignição e a partida é feita automaticamente, mas em algumas ocasiões eu virava a chave no contato só para me certificar que o motor estava ligado. A potência é suficiente para este sedã de 1.725 quilos, mas nem sempre o motor tem resposta imediata quando se acelera. Percebi isso ao dirigir com o câmbio no modo normal: pisava no acelerador e sentia um buraco na passagem das marchas. O problema só foi resolvido quando comecei a dirigir no modo "sport" da transmissão Tiptronic de seis marchas e fazer as trocas no limite das rotações.
Avaliei todas as alternativas do câmbio (sequencial com trocas na alavanca e nas borboletas, normal e sport) e, para ser sincera, preferi deixar no modo automático para dirigir no trânsito de São Paulo. Assim, pelo menos, podia me dedicar aos controles do belíssimo sistema de som Bose ou aproveitar o trânsito parado para retocar a maquiagem. A alavanca do freio de mão convencional foi substituída no A6 por uma tecla - basta acelerar para que as rodas sejam liberadas.
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