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Volkswagen Golf 2.0 GT
Maior novidade da linha 2010: 30 segundos a mais de luz
LUIZ GUERRERO FOTOS JOÃO MANTOVANI
Se você não tem idade suficiente para se lembrar do primeiro mundial de Nelson Piquet em 1981, dos 3 a 2 da Itália contra o Brasil na Copa de 82 e da morte de Tancredo Neves em 1985, faça o seguinte: procure uma revista ou algum jornal de automóveis daquela época e note que as mudanças de linha entre um ano e outro limitavam-se à oferta de novas cores - e, quando muito, à aplicação de frisos ou, mais raro, à transformação de algum opcional em item de série. Maus tempos aqueles.
Mas vamos voltar a julho de 2009 e conferir as novidades da linha 2010 Volkswagen. Os carros ganharam alguns equipamentos, foram criadas séries especiais para determinados modelos (veja o Fox Sunrise em alguma parte desta edição), redução de preço em 1%. E apenas. Sinais dos tempos.
Escolhemos o Golf para ilustrar esta avaliação porque, diz a marca, foi o carro "que mais ganhou conteúdo": todas as versões vêm com ar-condicionado eletrônico, painel de instrumentos com grafismo diferente, tecido com nova padronagem nos bancos, porta-revistas no encosto dos bancos dianteiros... O Golf de entrada recebeu rodas 15 polegadas e todas as versões podem ser equipadas com três pacotes opcionais - um deles, o Módulo Coming/ Leaving Home, mais um estrangeirismo que significa "chegando/saindo de casa", contempla (as aspas são da VW) "a grande novidade do ano" - o sistema de iluminação automática controlado pelo controle remoto da chave.
As luzes permanecem acesas durante alguns segundos. Útil, especialmente quando se estaciona em locais escuros ou quando falta luz na garagem do prédio. Mas o Golf merecia mais - saltar duas gerações e se tornar equivalente ao europeu, por exemplo. Ainda estamos à espera da decisão da Volkswagen sobre a possibilidade de fabricar ou montar o novo carro por aqui.
Da forma como está, não deixa de ser um belo carro: equilibrado, ágil e valente. Imagine se não estivesse tão defasado. |
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