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FUSION x OMEGA x CAMRY xACCORD TESTE COMPARATIVO
Mudança de categoria
Escreva o que estamos dizendo: com a chegada do novo Fusion, o mercado de sedãs de luxo não será mais o mesmo
ADRIANO GRIECCO

Fotos MARCOS CAMARGO E JOÃO MANTOVANI

Repare no passageiro da classe executiva de qualquer

Companhia aérea – é aquela turma que sempre embarca primeiro. Geralmente é um empresário ou um diretor de multinacional que, certamente, anda com carro da empresa (com ou sem motorista). Digamos que o sujeito é casado, tem mais de 40 anos nas costas, cria dois filhos e tem uma porção de hobbies. Pois este é o perfil de quem vai comprar um dos quatro sedãs deste comparativo – um tipo de cliente que sabe o que quer.

Conhece a fundo cada um dos carros comparados aqui, com exceção do novo Fusion, que só agora começa a ser vendido. Não seria exagero afirmar que, com a chegada do Fusion V6, o segmento – e a cabeça deste cidadão – deve sofrer uma reviravolta. Foi o que nos motivou a reunir Honda Accord, Toyota Camry e Chevrolet Omega – os mais vendidos na categoria – para a briga com o recém-chegado. E o Hyundai Azera, não vende bem? – já imaginamos seu ar de indignação. Vende, meu amigo. Mas a marca insiste em não emprestar carro para a C/D. Vamos com o que temos: vire a página para conhecer uma nova história.

lugar Chevrolet Omega

Fotos MARCOS CAMARGO E JOÃO MANTOVANI

Gostamos
Disposição para andar e para parar
Pode melhorar
Preço de peças, espaço para o quinto passageiro
Conclusão
Um dia ele acorda, olha para os rivais e pergunta: “onde estou?”

No último comparativo que fizemos com os sedãs para pessoas jurídicas, na C/D 6, o Omega levou a melhor. Naquela ocasião, Camry e o novo Fusion ainda não estavam na parada. E o Chevrolet venceu o Accord por apenas dois pontos. De lá para cá, mexemos em nossa tabela de notas, acrescentando e retirando alguns quesitos. E, nessa nova conta, o Omega chegou junto de Camry e Accord. Mas atrás.

Mas nem por isso ele deixa de ser uma boa opção para o segmento. Importado da Austrália, ele chega custando R$ 122.400. Vem tão bem-equipado quanto os rivais e ainda traz um DVD escamoteável (com dois fones de ouvido) no teto para os passageiros do banco traseiro. Se por um lado o Omega agrada pelo valor de R$ 3.800 de seu seguro, os R$ 11.040 que as concessionárias pedem pelo pacote de peças, assusta. É quase duas vezes o valor das peças do Accord. Só o farol dianteiro do Chevrolet custa R$ 3.800.

O interior do Omega é o mais sóbrio. Tem detalhes que imitam alumínio e a iluminação dos relógios é verde, com grafismo que lembra os da tela em DOS de um computador 386. A ergonomia é boa, mas os comandos do vidro e dos retrovisores ficam no console central. Com 2,9 metros de entre-eixos, o Chevrolet tinha tudo para ser o melhor no quesito conforto. Mas o elevado túnel central incomoda demais o terceiro passageiro. A gente até sabe que esse tipo de carro é mais voltado para motorista e patrão, mas não dá para ignorar este fato.

O Omega foi bem nos testes. Com o V6 3.5 litros de 254 cv e um câmbio sequencial de cinco marchas, ele andou na frente de todo mundo. Do Fusion, isso já era esperado, afinal o Ford tem motor 3 litros. Se agrada nas arrancadas e retomadas, ele também é bom na hora de parar, já que obteve as melhores marcas. Só a sua direção que poderia ser um pouco mais direta, como a do Accord. O Omega só não foi bem no teste de aceleração lateral: ficou em último com a marca de 0,76g. Culpa do ajuste de suspensão, dentro dos padrões, mas menos esportivo e cativante que os de Accord e Fusion.

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Edição 23
 

 

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