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Plástica facial
O SW4 ganha novos faróis e grade para ficar diferente da picape
Carlos Cereijo

Fotos Divulgação

O Toyota SW4 é como aquele irmão mais novo que não gosta de usar a roupa dos mais velhos. Por isso, ganhou aparência de utilitário-esportivo, carro de maior prestígio para transportar famílias numerosas.

O motor permanece o diesel 3.0 16 válvulas. São 163 cv a 3.400 rpm e torque de 35 mkgf a 1.400 rpm. Esses números se traduzem num rodar sempre em baixas rotações, mas não dá para disfarçar que é um diesel pulsando debaixo do capô.

A suspensão é alta e supera obstáculos com eficiência. O preço disso é uma torção exagerada da carroceria nas curvas. Os bancos confortáveis, mas sem suporte nas laterais, deixam o corpo deslizar pelo couro bege bem-costurado. O bom acabamento dos bancos não se repete no material plástico de revestimento interno: fica a impressão de pouco cuidado, pior, de carro barato. Isso faz a diferença quando se deixa R$ 160 mil na revenda. Nas frenagens a dianteira mergulha sem cerimônias. Na estrada o ruído dos pneus incomoda bastante. A visibilidade é boa por causa da posição de dirigir elevada - mas a visão pela vigia traseira fica prejudicada.

Fotos: Divulgação
Se o interior da Hilux é cinza e da SW4 é caramelo. Os detalhes de madeira estão aí para dar teoricamente, requinte. Os difusores no teto ajudam a distribuir o ar frio pela cabine.

A nova distribuição do ar-condicionado feita pelo teto poupa espaço. O problema é que o vento gelado bate no rosto dos ocupantes e resseca os olhos. A solução é jogar o ar para as laterais, o que demora mais ainda para resfriar a cabine. No interior de cores claras, o destaque fica por conta dos acabamentos imitando madeira: há quem goste.

O público do SW4 gosta de posição de dirigir elevada e da sensação de segurança. No entanto, os concorrentes agora estão com fôlego novo. Além dos utilitários com preço em torno de R$ 100 mil, existe agora o Ford Edge. O carro tem um desenho mais moderno e preço parecido. A terceira fileira de bancos é, portanto, o novo apelo da Toyota para vender o SW4. Porém, o espaço nesses bancos é limitado e conforto parece ter sido o último aspecto levado em conta no projeto: como a suspensão está logo abaixo da posição dos bancos escamoteáveis, o balanço é inevitável. E com um espaço ínfimo de porta-malas com a terceira fileira posicionada, onde irá a bagagem da família de sete pessoas?

 

Edição 23
 

 

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