Audi Q5 Este carro deve sobressair-se no clubr dos 4x4 chiques
SAM MITAMI FOTOS BRUCE BENEDICT
Na Audi, a obsessão não é só pelos detalhes de acabamento, mas por qualquer detalhe. A prova é o novo Audi Q5, que chega ao Brasil no fim de 2009. Se você quiser ir ao deserto do Jalapão (TO) com ele, terá à mão um SUV capaz de superar as dunas. Mas, convenhamos, ele não foi feito para isso.
O Q5 gosta de luxo e gosta de te mimar. Ele traz suspensão controlada eletronicamente e a direção com assistência variável, inaugurada no A4.
Um conjunto nota dez. O Q5 não parece uma perua ou um SUV de mais de 1.700 quilos. Diabolicamente ágil, ele não inclina em curva mais que um Golf GTI e se mostra seguro a todo momento. Seu ESP de série limita o comportamento do carro discretamente e sua potência de frenagem é irretocável. Graças à tração permanente quattro, a necessidade de usar o ESP é bem rara.
Em condições normais, ela dedica 60% do torque às rodas traseiras, fazendo o Q5 reagir como um carro de tração traseira convencional. Mas se as condições exigirem, ele distribui o torque às rodas com mais aderência automaticamente, até o limite de 85% na traseira ou 65% na frente, para ficar colado à estrada. Assim, pode-se aproveitar plenamente o motor V6 3.0 TFI diesel de injeção direta. Este motor está aqui associado a uma nova transmissão automa-tizada, chamada de S-Tronic, de sete marchas. Rápida e macia na troca de marchas, ela no entanto revelou-se meio lenta quando pegamos uma estrada de serra.
Agradável de dirigir, o Q5 também é bom de viver e de usar. Além de seu acabamento refinadíssimo, tem uma cabine espaçosa e um bagageiro enorme, com 540 litros.
Bem-acabado e agradável de dirigir, o negócio do Q5 é o asfalto. Na foto, o painel de um modelo 2.0 com câmbio manual