Querida, o Fusion engordou! Canadense de peso chega para tentar derrubar os coreanos
CARLOS CEREIJO / FOTOS CLAUDIO TEIXEIRA
GOSTAMOS
Conforto, porta-malas, acabamento
PODE MELHORAR
Preço, comandos no volante, peso
CONCLUSÃO
Precisa de fôlego para brigar com os rivais da Coréia
Um estudo da Universidade de Wiscosin-Madison, nos Estados Unidos, demonstra que o excesso de calorias no organismo desencadeia uma série de danos que pode levar a diabetes e distúrbios cardíacos. Em poucas palavras: sedentarismo é uma, digamos, droga. Mais de um quarto da população dos Estados Unidos está obesa e os números só aumentam.
O Ford Edge parece não ligar para este cenário e desembarca por aqui. Feito no Canadá, ele traz equipamentos que visam poupar o motorista do mínimo esforço. Não bastasse, ele ainda incorpora o mesmo espírito glutão. Dianteira rechonchuda, cintura roliça, traseira larga.
O Edge é tão gordo que até a Ford do Brasil se atrapalhou. A plataforma que levou o modelo para nossa sessão de fotos teve de parar na estrada porque a capa que cobria o carro não coube e ficava chicoteando com a turbulência. É como colocar aquele jeans depois de ganhar uns quilinhos. No final abotoa, mas pode estourar a qualquer movimento brusco.
Mas o que o Edge tem de obeso com seus 2.026 quilos, tem também de simpático. Parece aquele amigo bonachão que joga futebol, mas está mais interessado no churrasco que vem depois. Fomos ver o que a simpatia tem debaixo das gordurinhas.
Quer esportividade? Chame os alemães: o negócio
do canadense é conforto
Grade acadêmica
O desenho do Edge tem linhas que buscam dar idéia de robustez. A grade cromada é maior que muito espelho de academia. Se você tem aquela barriguinha, melhor não passar na frente do carro, dá para ver tudo refletido na grade. Os faróis dão uma personalidade forte, seguindo a linha Bold Design, usada pela Ford nos veículos americanos. Os retrovisores têm lente integrada que mostra pontos mais afastados do campo de visão. Assim o motorista não corre o risco de fechar algum veículo posicionado em ponto cego. A traseira tem um desenho sóbrio em que só se destacam a dupla saída de escapamento e as lanternas de lentes transparentes.
Montado sobre a plataforma do Fusion, o Edge traz o novo motor V6 3.5 Duratec com duplo comando de válvulas. São 269 cavalos relinchando para puxar as mais de duas toneladas do carro. Os 34,6 mkgf de torque surgem em tardios 4.500 rpm. Então, é preciso sacrifificar os ouvidos. O barulho do motor do lado de fora até é agradável, mas dentro da cabine não. Os números de aceleração são bons considerando o peso (veja tabela). Para se alimentar da nossa gasolina, o carro teve a injeção recalibrada e o mapeamento refeito. Nenhum componente do motor foi trocado.