Chevrolet Meriva 1.4 Econo.Flex Mais fraca para ficar mais forte
CARLOS CEREIJO FOTOS CLAUDIO TEIXEIRA
Falta texto aqui
VOLTA ÀS AULAS
Com o motor de 105 cavalos (a álcool), a relação pesopotência da Meriva salta para quase 12 kg/cv e a relação entre peso e torque passa para 91,4 kg/mkgf. Você não é obrigado a entender esse tipo de equação, mas na prática vai sentir seus efeitos: o carro avaliado, com dois adultos a bordo e portamalas vazio, sofreu para vencer trechos de serra. Prevê-se o mesmo comportamento em ladeiras ou nas rampas de garagem. A versão não terá o câmbio robotizado Easytronic, nem como opcional. O equipamento passa a ser item de série na Meriva 1.8 que, por seu turno, não terá opção da caixa manual.
No trânsito a situação melhora um pouco. O desempenho não empolga, mas não desanima. A posição de dirigir é alta e a visibilidade é boa, desde que você se habitue a olhar através da janela da coluna dianteira. Quem vai no banco traseiro, não tem do que reclamar - o teto é alto e os ombros não brigam com as portas. Um pouco mais de capricho no acabamento seria bem-vindo: os plásticos não passam sensação de qualidade, a textura é simples e dá para flagrar algumas rebarbas.
Nada muda no interior da Meriva que mantém o mesmo painel desde 2002. Apenas os tecidos foram trocados
O centro de gravidade alto e a suspensão calibrada para o conforto da Meriva afastam qualquer possibilidade de uma pegada esportiva. O câmbio manual de cinco marchas é preguiçoso como adolescente na volta às aulas e o motor só ganha fôlego em rotações mais altas. Portanto, não adianta provocar retomadas bruscas, frenagens repentinas ou curvas corajosas. Isso só vai fazer o consumo subir. E lá se vai o dinheiro para pagar as contas.