Peugeot 307 CC x Renault Mégane CC Escolha o seu sem-teto na primavera para curtir o verão 2009
JOEL LEITE FOTOS RICARDO HIRAE
Conversíveis em pleno início de primavera? Sim, meu amigo, ainda estamos na melhor época para comprar um semteto: quanto mais o 21 de dezembro (data de início de verão) se aproxima, menor a chance de negociar bons descontos. Por enquanto, dá para conseguir quase R$ 6 mil de abatimento no Peugeot 307 CC, um dos dois modelos de médio porte à venda no Brasil. Mas o desconto pode ser maior. O Renault Mégane CC, outro conversível médio, não tem desconto tão generoso, ao contrário. Mas sempre dá para discutir o preço.
Carros conversíveis não são exatamente a preferência nacional. Para ficar apenas nos dois franceses, que representam os sem-teto zero-quilômetro mais acessíveis do mercado, basta dizer que, juntos, 307 e Mégane venderam 93 unidades no primeiro semestre do ano. Embora os dois modelos sejam equipados com teto retrátil de chapa e se transformem em cupês, uma das explicações para a baixa aceitação de conversíveis no Brasil é a segurança: motorista e passageiros sentem-se mais expostos em um carro sem capota.
Outros motivos têm a ver com o bolso: a depreciação costuma ser maior que a da média dos automóveis convencionais, a manutenção em caso de pane no mecanismo da capota é mais cara e a franquia é desanimadora - para segurar o Mégane CC, o dono do carro desembolsa R$ 4.200 por ano, mas em caso de acidente terá que arcar com os R$ 8.098 iniciais da despesa. O 307 possui seguro menor (R$ 3.800), mas a franquia é mais alta (R$ 9.365).
Desde que começou a ser vendido oficialmente em fevereiro, o conversível da Renault vem batendo o da Peugeot em vendas (maio foi exceção). A explicação é uma só: ele custa R$ 20.710 a menos