Novo Hyundai Tucson: um degrau acima

Totalmente novo, SUV se descola do homônimo e quer desafiar o trio alemão X1, Q3 e GLA

Por Raphael Panaro // Fotos: Divulgação

Eis a nova geração do Hyundai Tucson. Ainda não pense em como ele anda com o novo motor 1.6 turbo e transmissão de sete marchas e dupla embreagem, nem no preço das três versões que chegam ao Brasil e com quem ele vai brigar. A primeira pergunta que deve ser respondida é o que acontece com o Tucson que conhecemos hoje? Bem, ele continuará firme e forte por aqui.

Apesar de ter sido aposentado em outros países, o velho Tucson ainda faz sucesso no Brasil entre os compradores do primeiro SUV. Fabricado em Anápolis (GO), o utilitário ainda ganhará modificações mecânicas para cumprir as regras de consumo e emissão de poluentes e se manter como a porta de entrada dos utilitários oferecidos pela Hyundai-CAOA, que fabrica e importa carros da marca coreana. O Creta é produto da subsidiária brasileira da Hyundai.

O novo Tucson foi apresentado na Coreia do Sul em março do ano passado. E só agora chega ao Brasil com produção nacional (Goiás) em esquema CKD, onde partes chegam importadas e a montagem é finalizada em solo brasileiro. Em até três anos, a CAOA planeja que todo processo de fabricação seja nacionalizado.


Apesar do nome, o utilitário não lembra em nada o velho Tucson. A dianteira é marcada pela grade hexagonal, um dos elementos-chave da nova linguagem estética da Hyundai. Os faróis lembram o Santa Fe que, na versão mais cara, são de xenônio e trazem fita de LED diurno.  Na lateral, os vincos e as rodas de 18” são destaque. A traseira tem lanternas não tão inspiradas no desenho, mas traz uma inscrição importante do lado direito: turbo.

Isso quer dizer que repousa sob o capô o motor 1.6 turbinado, que só bebe gasolina e gera 177 cv de potência. Durante o pequeno trajeto de test-drive, deu para perceber que a motorização sobra ao empurrar os quase 1.500 kg do SUV. Muitos graças ao torque, diga-se. Não pelo número: 27 mkgf. Mas com a adoção da sobrealimentação, ele aparece já a 1.500 giros e permanece lá até as 4.500 rpm. Outro fator que contribui para o desempenho é a moderna transmissão de dupla embreagem e sete marchas que equipa esta geração. Ela faz trocas suaves e responde com rapidez às solicitações do pedal da direita. Segundo a Hyundai, o conjunto leva o Tucson aos 100 km/h em 9,1 s – mais rápido que o Audi Q3 1.4 e 0,7 s mais lento que o Mercedes-Benz GLA 200 – e chega à máxima de 201 km/h.

LUA

Um quesito de estranhamento em um primeiro momento e a posição de dirigir. No Tucson você está mais perto da Lua, já que a posição do banco é alta. O rodar é suave. O novo Tucson traz suspensão independente nos dois eixos. A arquitetura dá ao SUV comportamento bem dinâmico e na mão do motorista. Os buracos são filtrados sem muitos problemas e dão conforto.


Se o Tucson fosse um estudante diríamos que passaria ali, na média. Painel e portas abusam de plásticos duros – a única parte macia é sob a central multimídia de 7”. Velocímetro e conta-giros (analógicos) dividem espaço com uma tela TFT de 3,5” ou 4,2”, dependendo da versão. Lá você pode checar pressão dos pneus, computador de bordo, ter o velocímetro digital e acessar outras configurações. No Brasil, o Tucson será ofertado em três níveis de acabamento. O SUV se situará acima do ix35 e abaixo do Santa Fe. Ou seja, a versão de entrada, GL, partie dos R$ 138.900 e a intermediária GLS sai de R$ 147.900. De série, o carro tem controle de estabilidade e tração, assistente em aclive, ar-condicionado duas zonas e compatibilidade com Android Autoe Apple Carplay. Na GLS, adiciona teto panorâmico, grade e maçanetas cromada e luz diurna de LED.

TOP

Como já diz o nome, será a que mais oferta equipamentos. A lista inclui os itens da GLS e ainda retrovisor eletrocrômico, bancos dianteiros com aquecimento ou resfriamento, faróis full LED, detector de ponto cego e assistente de estacionamento e faróis direcionais. São apenas 30 carros, cada um custando R$ 159.600.


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