Aceleramos o novo Chevrolet Onix Effect

Ele renasce apostando na sua vontade de ser diferente

Fotos: Divulgação | Texto: Marcelo Moura

Clichês são reconfortantes. Eles facilitam as coisas, nos deixam dentro da zona de conforto e permitem que usemos as engrenagens gastas da nossa cabeça com assuntos mais complexos. É por isso que nos últimos anos sempre que hatches normais tentavam resgatar uma falsa essência esportiva todos torciam o nariz logo de cara, como se nomes como Fiesta Sport, HB20 R-Spec e Sandero GT Line tivessem saído diretamente da lista da JBS. Mas apesar das críticas, as versões esportivadas continuam aparecendo aos montes por aí. É uma guerra perdida.

Nós poderíamos usar as próximas linhas para falar mais uma vez de como o novo Onix Effect realmente não se tornou um esportivo apenas por usar uma roupa nova e adesivada, mas sabemos que você, que acessa esse site para nos prestigiar, já sabe disso e também está farto de clichês. Nós estamos cansados desse papo. Até a GM está cansada. Tanto que durante o evento de lançamento os executivos da marca se policiaram para não ousar citar a palavra esportivo. Em vez disso catalogaram o Effect sob o nicho Trend, a palavra em inglês (e adorada pelos marqueteiros) para tendência. Aqui eis a questão: o Onix Effect é realmente uma tendência que você vai querer seguir?

 Chevrolet Onix Effect

DISCRIÇÃO

O Effect já existiu no passado, mas desde o facelift do hatch no meio de 2016 havia sido deixado de lado. Já alinhado com a nova linguagem de design, a versão está disponível apenas com motor 1.4 e câmbio manual de seis marchas por R$ 54.990, o que a posiciona entre as configurações LT e LTZ. A expectativa é emplacar cerca de mil unidades por mês, algo entre 5% e 10% do mix. Pode parecer pouco, mas o suficiente para ajudar o Onix a manter a liderança em tempos incertos com o recém-chegado Fiat Argo.

O Effect traz spoiler frontal e traseiro, saias laterais, rodas de alumínio de 15’’ e acabamento preto brilhante no teto, na moldura da grade frontal, na coluna central e nas capas dos retrovisores. Adesivos na dianteira, por toda a lateral e na tampa do porta-malas completam o pacote externo. Em relação ao seu antecessor o novo Effect está mais contido, com adesivos menores e mais discretos, o que mostra que se a GM ainda não acertou a mão em cheio pelo menos aprendeu com os exageros.

O interior compensa com um belo misto de acabamento preto com detalhes vermelhos, como nas saídas de ar e no contorno do volante multifuncional de base reta, aliado ao cluster customizado e ao cromado nos botões e no câmbio. Como a mecânica não muda (1.4 de 106 cv), não espere por surpresas no desempenho competente e econômico.

O maior trunfo do Effect está na lista de equipamentos. Baseada na LT 1.4 completa, recheada e sem opcionais, traz itens como central multimídia MyLink com Android Auto e Apple CarPlay, pacote completo do sistema OnStar, direção elétrica, indicador de troca de marcha, ar-condicionado, sensor de ré, vidros elétricos (apenas na dianteira. Ponto negativo) e regulagem de altura do volante e do banco do motorista.

A tendência merece ser seguida? Apenas se você fizer muita questão de ter um carro um pouco diferente justamente do modelo mais vendido no País, já que por menos de R$ 2 mil a mais você leva para a garagem a versão LT 1.4 com câmbio automático (R$ 56.790) ou a LTZ 1.4 manual (R$ 56.690).

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