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Avaliamos o Volkswagen Atlas, que pode vir ao Brasil

Lançado recentemente nos EUA, SUV chega para atender as grandes famílias

Fotos: Divulgação | Texto: K.C Colwell

O Volkswagen Atlas tirou seu nome do deus grego condenado a impedir que o céu caia sobre os mortais. A Volkswagen precisa que o utilitário melhore sua imagem nos EUA após o escândalo das fraudes de testes de emissões dos motores a diesel, que continua pairando sobre a marca. Embora as vendas da Volks por lá continuem subindo nos últimos meses, elas ainda estão mais baixas que no período anterior ao escândalo. Além disso, o aumento nas vendas foi embalado pela chegada do Golf Alltrack, um sucesso que cedo ou tarde irá desvanecer. Daí a necessidade de impulsionar os negócios com o Atlas. Baseado na mesma arquitetura que serve ao Golf, o Atlas é um SUV médio-grande de sete lugares que preenche uma lacuna na linha da VW. A marca estuda vender o modelo no Brasil.

A Volks não oferece um carro com mais de cinco lugares nos EUA desde 2013, quando deixou de vender a Routan, que era uma Dodge Grand Caravan com outro nome. As dimensões externas do Atlas o colocam no topo do seu segmento. O comprimento é praticamente o mesmo do Ford Explorer, mas o VW tem entre-eixos maior e aproveita melhor sua área total. Os sete passageiros (ou seis, se os compradores optarem por poltronas individuais na terceira fileira) têm 4,33 m3 de espaço compartilhado. Com todos os bancos ocupados, o Atlas ainda tem 595 litros de volume de carga, enquanto a maioria dos concorrentes não passa dos 530 litros.

Volkswagen Atlas

Para mover essa massa de quase 2.000 kg, o Atlas oferece duas opções de motor: o onipresente 2.0 TSI e um V6 3.6 aspirado. O 2.0 produz 238 cv e 35 mkgf, que são enviados apenas para as rodas dianteiras. O V6 produz 280 cv e pode mover as rodas dianteiras ou traseiras. Os dois motores são combinados a um câmbio automático de oito marchas. Espera-se que o Atlas V6 chegue aos 100 km/h em cerca de 7,6 s, que é um pouco mais rápido que o Touareg.

Felizmente o Atlas não parece tão grande quanto é. Ele roda como um carro menor. Os subchassis com coxins rígidos traduzem fielmente os comandos do motorista em mudanças de direção, mas o sistema de direção é anestesiado. O Atlas de tração integral vem com seletor de modos de condução: neve, off-road, custom off-road e on-road, este último com quatro sub-modos (eco, normal, sport e individual). Ao alternar entre eles a diferença mais notável é a direção mais pesada. A sensibilidade do freio, algo geralmente deixado de lado nesta categoria, é forte, com respostas imediatas.

A rodagem é quase amanteigada com as rodas de 18 polegadas. A versão de topo usa rodas de 20”, que não afetam a qualidade da rodagem, mas contribuem notavelmente no aumento do ruído de pneus. Os bancos dianteiros foram feitos para oferecer conforto em longas distâncias, com amplo apoio para o quadril, região lombar e ombros.

Os dois lados do banco bipartido da segunda fileira de bancos deslizam para a frente e para trás e também são rebatíveis para permitir o acesso à terceira fileira, mesmo com cadeirinhas infantis instaladas. Lá atrás, os adultos encontrarão espaço suficiente para as pernas e uma altura adequada do banco; a fileira do fundão só precisa de mais espaço para a cabeça.

O modelo básico S, parte de US$ 31.425, com faróis de LED, rodas de 18 polegadas e conectividade Android Auto e Apple CarPlay. Pulando para a versão SE, os bancos ganham revestimento de couro sintético, monitoramento de pontos cegos, sistema de chave presencial, portas USB adicionais, bancos dianteiros com aquecimento e touchscreen de oito polegadas (o S usa tela de 6,5 polegadas). O modelo S com motor de seis cilindros custa mais US$ 1.400.

Também há o modelo S Launch, com motor V6, que será limitado a algumas milhares de unidades. Ele tem o teto solar panorâmico reservado à versão SEL e um sistema multimídia aprimorado. O SEL parte de US$ 40.085 com o 2.0 TSI ou US$ 41.815 com o motor V6. Quem precisa rebocar mais de 900 kg irá precisar do SEL V6, que vem com engate de reboque de fábrica e capacidade para mais de 2.200 kg. A Volkswagen também melhora o ventilador do radiador de 600 watts para 850 watts e elimina o fechamento das aletas da grade inferior para manter o ar constantemente passando pelos trocadores de calor. Todos os SEL incluem assistências eletrônicas como cruise control adaptativo, assistente de mudança de faixa, alerta de colisão frontal e assistente de estacionamento.

A versão SEL Premium traz couro natural para os bancos, rodas de 20 polegadas, sistema de áudio Fender de 12 alto-falantes, ventilação para os bancos dianteiros, aquecimento para os bancos traseiros e uma versão do Virtual Cockpit da Audi, batizado Virtual Display nos Volkswagen. O quadro de instrumentos digital é praticamente o mesmo dos Audi, porém a visão de mapa não é tão grande e os controles ficam no raio direito do volante, e não no esquerdo.

O Atlas acaba de chegar às concessionárias americanas nos próximos dias. Achamos que ele é plenamente capaz de assumir a responsabilidade de proteger as famílias e seus pertences, bem como o futuro da Volkswagen nos EUA. Como seu xará grego, este Volkswagen foi feito para carregar muito peso.

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