Avaliação: Volvo XC90 D5

SUV ganha motor diesel e reforça a boa fase da Volvo no mercado brasileiro

Por Marcelo Moura // Fotos: Divulgação

A nova geração do Volvo XC90 mal havia desembarcado no Brasil, em 2015, e já recebia elogios entusiasmados dos consumidores, que ficaram impressionados com o design totalmente diferente dos Volvo quadradões do passado. As tecnologias inovadoras e a elegância do SUV mostravam que a marca sueca – hoje em poder da chinesa Geely – estava iniciando uma era diferente em sua trajetória.

O caminho tem tudo para ser ampliado agora. Mais de um ano depois de seu lançamento, o XC90 ganha motor diesel. São duas versões (R$ 369.950 para a Momentum e R$ 419.950 para a Inscription) que, segundo as previsões da própria Volvo, devem representar 60% das vendas e ajudar o SUV a emplacar 700 unidades em 2017.

No intervalo até a chegada do modelo diesel, os suecos trataram de estudar a melhor solução para o XC90 D5, que traz o novo motor 2.0 de 238 cv de potência e 48,9 mkgf de torque. É verdade que ele não empolga tanto quanto a versão a gasolina e seu 2.0 turbo de 320 cv. Em contrapartida, o torque cavalar garante muita segurança nas ultrapassagens e retomadas.


O motor vem equipado com dois turbos sequenciais, para baixas e altas rotações e também é ajudado pelo sistema Power Pulse. Nele, um pequeno compressor elétrico comprime o ar do filtro para armazená-lo em um reservatório. Quando a aceleração se dá abaixo de 2.000 rpm, esse ar pressurizado é liberado para o coletor de escape, alimentando o turbocompressor e criando uma reação instantânea, o que diminui o turbolag. Para os padrões de um diesel, o motor também traz um silêncio estranho, quebrado pelo excelente sistema de som Bowers & Wilkins.

Fora isso, o XC90 diesel tem semelhanças com o parente movido a gasolina. Isso quer dizer que ele tem muito espaço, conforto e acabamento de primeira qualidade. Mas não deixa de provocar uma dúvida: como um monstro de 2.171 kg consegue acelerar até 100 km/h em 7,8 s e, ao mesmo tempo, ter boas médias de consumo? O Inmetro fala em até 12 km/l na estrada, o que daria uma autonomia de 852 km com um tanque.

HI-TECH

Falar de Volvo sem mencionar tecnologia seria como enumerar as virtudes do Barcelona e esquecer de Messi. Apesar das parafernálias hi-tech, a estrela do pedaço é a tela multimídia de 9’’ com jeitão de tablet. Com funcionamento similar ao dos smartphones e extremamente intuitiva, ela encantaria ao mesmo tempo o sobrinho de cinco anos e o seu avô octagenário.


Outra novidade é o sistema Pilot Assist, que no modelo a gasolina era limitado a 50 km/h e na linha 2017 foi amaciado para funcionar até 130 km/h. Com uma quantidade enorme de câmeras e sensores, ele se mantém entre as faixas, faz curvas com primor e guarda distância segura do veículo da frente. Em resumo: roda praticamente sozinho desde que a sinalização na via esteja bem pintada e você reative o sistema com um leve toque no volante a cada 15 segundos.

As tecnologias semiautônomas são interessantes nos primeiros 20 minutos. Legal. Depois disso, o método um pouco invasivo e o exagero de alertas sonoros tornam-se um pouco cansativos. Mesmo assim, aproveite cada detalhe que o Volvo XC90 diesel tem para oferecer. Mexa a vontade no tablet e curta a viagem. Afinal, você estará fazendo parte de uma nova era da marca sueca.

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